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SP: Associações de lojas e restaurantes criticam restrições

Comércio e serviços terão o horário de funcionamento reduzido em todas as regiões paulistas a partir de quarta

30 nov 2020
22h00
atualizado em 1/12/2020 às 07h36
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Associações de lojas, bares e restaurantes criticaram o aumento das restrições de funcionamento no Estado de São Paulo, diante da alta de infecções pela covid-19. As entidades afirmam que cumprirão os novos protocolos, mas acreditam que serão ineficazes.

Bar e restaurante Cachaça e Cia, na Rua dos Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, nesta segunda-feira, 06. A capital paulista volta a reabrir hoje, de forma parcial, bares, restaurantes e salões de beleza. A cidade e a região do ABC e o sudoeste da Grande São Paulo estão na fase amarela do Plano São Paulo, que permite a retomada gradual de atividades econômicas. No sábado, 4, o prefeito Bruno Covas (PSDB) assinou com entidades setoriais as regras que permitem o funcionamento dos estabelecimentos, seguindo também as determinações do Centro de Contingência contra a Covid-19, do governo do Estado.
Bar e restaurante Cachaça e Cia, na Rua dos Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, nesta segunda-feira, 06. A capital paulista volta a reabrir hoje, de forma parcial, bares, restaurantes e salões de beleza. A cidade e a região do ABC e o sudoeste da Grande São Paulo estão na fase amarela do Plano São Paulo, que permite a retomada gradual de atividades econômicas. No sábado, 4, o prefeito Bruno Covas (PSDB) assinou com entidades setoriais as regras que permitem o funcionamento dos estabelecimentos, seguindo também as determinações do Centro de Contingência contra a Covid-19, do governo do Estado.
Foto: Tiago Queiroz / Estadão Conteúdo

Nesta segunda-feira, 30, o governador João Doria (PSDB) anunciou que todo o Estado de São Paulo vai regredir da fase verde (4) para a fase amarela (3) do plano estadual de combate ao novo coronavírus. Isso significa que estabelecimentos comerciais reduzirão o atendimento de 60% para 40% da capacidade total e funcionarão por apenas 10 horas e até as 22 horas, no máximo. As novas regras devem valer a partir de quarta-feira, 2.

"Vejo como um custo para o empresário sem o benefício da redução da contaminação. Qual a diferença de abrir 10 ou 12 horas? O consumidor, se tiver 4, 8 ou 12 horas para fazer compra, vai se concentrar. Com a restrição, corre-se o risco de haver mais aglomeração", opinou Fabio Pina, assessor econômico da Fecomércio-SP. Ele ainda observou que "a informalidade no Brasil não paga tributos, não usa protocolos". "Se tem um problema na informalidade, tem de atacar a informalidade."

Percival Maricato, presidente do conselho estadual da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP), foi na mesma linha. "Ao meu ver, o governo não tem controle sobre uma parte da sociedade. Nos bares a gente vê aglomeração só fora, de gente que não consegue entrar. Até propusemos que liberassem mesas na calçada para reduzir a aglomeração. Agora reduzir em 40% vai aumentar a aglomeração. A medida não foi correta e é uma espécie de resposta para atender à pressão da sociedade."

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) também discordou dos critérios. "A entidade acredita que esse tipo de atitude não se justifica, já que o varejo não está entre os lugares onde há mais contaminação da doença. A entidade também entende que esse tipo de medida pode causar mais fechamento de lojas, porque o comerciante ainda se recupera do primeiro impacto da pandemia."

A Abrasce, que responde pelos shoppings, informou que cumprirá os protocolos, mas "reforça que manterá o diálogo com o Poder Público em busca de uma operação mais justa". Ainda, acrescentou que "a alta no número de internações por covid-19 foi impulsionada por outros setores que não investiram na criação e manutenção de protocolos de segurança."

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Estadão
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