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Queda de cabelo: tipos, causas e tratamentos explicados por especialistas

Entenda as causas da perda de fios e descubra quais são os tratamentos indicados por especialistas para recuperar o volume

20 jul 2026 - 17h22
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Resumo
A queda de cabelo pode ter diferentes causas, como genética, fatores autoimunes ou deficiências nutricionais. Segundo especialistas, é essencial buscar diagnóstico médico para identificar o tipo e o tratamento adequado, que pode incluir medicamentos, terapias e suplementação. Entenda os principais tipos de alopecia e como cuidar da saúde capilar. 🧴💇‍♀️

Sofrer com o afinamento dos fios pode deixar o cabelo ralo e sem volume ou até apresentar falhas. Na ânsia por resolver o problema, muitas pessoas recorrem a medicamentos ou vitaminas sem saber se são indicados.

Veja os principais tipos de queda capilar e como tratar
Veja os principais tipos de queda capilar e como tratar
Foto: Alto Astral

Dependendo do seu caso, a queda pode ser resolvida espontaneamente sem a necessidade de um tratamento muito específico. Porém, a situação mais comum é que os pacientes precisem de ajuda para recuperar o crescimento dos fios.

A médica Dra. Lilian Brasileiro ressalta a importância de um diagnóstico clínico correto. "É fundamental que um médico examine para descobrir o tipo de queda e a conduta mais indicada", explica ela.

Segundo a dermatologista e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dra. Flávia Brasileiro, aumentar o número de fios só acontece nas alopecias que não são fibrosantes. "As alopecias fibrosantes destroem os folículos capilares de forma irreversível, impedindo o crescimento de novos fios", alerta.

De acordo com a Academia Americana de Dermatologia (AAD), existem quatro tipos principais de queda de cabelo catalogados hoje. Confira quais são eles e entenda como funcionam os tratamentos e cuidados para restabelecer a saúde do couro cabeludo.

1. Calvície hereditária (Alopecia Androgenética)

A calvície hereditária é uma manifestação fisiológica muito comum que acontece em pacientes com predisposição genética para isso. Ela resulta da estimulação dos folículos pilosos pelos hormônios masculinos, como a testosterona produzida desde a nossa adolescência.

Esse hormônio sofre a ação de uma enzima e acaba se transformando na conhecida molécula de di-hidrotestosterona. É essa substância que age nos folículos promovendo a miniaturização dos fios, que ficam menores e mais finos.

Essa causa comum afeta homens e mulheres de maneiras distintas no desenvolvimento e na progressão da calvície. "O homem fica calvo na parte superior e frontal, enquanto sobram fios nas áreas laterais", detalha Dra. Lilian. As mulheres apresentam uma rarefação difusa no topo e raramente chegam ao quadro de calvície total.

Tratamentos e terapias para a calvície

O tratamento médico inclui medicamentos orais ou tópicos, como o Minoxidil, lasers e até o transplante capilar. Como essa é uma doença progressiva, o uso dos medicamentos costuma ser crônico para manter os fios saudáveis.

A suplementação oral com silício estabilizado em colágeno também é ótima para fortalecer a estrutura dos cabelos. A farmacêutica e gestora científica da Biotec Dermocosméticos, Patrícia França, garante que esse ativo promove mais resistência. "Ele irá promover um incremento na produção de queratina fortalecendo os fios e evitando a queda", diz.

Além disso, técnicas em consultório com exossomos ou esfoliação profunda ajudam a melhorar a densidade e microcirculação capilar.

O método com plasma rico em plaquetas também estimula a atividade dos folículos e prolonga a fase de crescimento. "Com isso, conseguimos melhorar a vascularização e prolongar a fase de crescimento dos fios", destaca Dra. Flávia.

2. Alopecia Areata

A alopecia areata possui uma causa autoimune, onde o sistema imunológico ataca diretamente os próprios folículos pilosos. O corpo reconhece os folículos como agressores, e o resultado desse ataque é a formação de placas sem cabelo.

Nessa condição, a perda de fios pode não ser permanente, pois os folículos não são totalmente destruídos. "A perda pode não ser permanente, porque os folículos são apenas 'presos' em repouso", explica Dra. Lilian.

O paciente consegue recuperar os cabelos perdidos com tratamentos que incluem o uso de corticoides, minoxidil e imunoterapia.

3. Alopecia Cicatricial

A alopecia cicatricial é uma doença rara que causa o ataque e a destruição definitiva dos folículos capilares. Nesse caso, um tecido cicatricial se forma no local e impede que o cabelo volte a crescer novamente.

A atuação profissional deve ser muito rápida para frear a inflamação que destrói as raízes dos seus fios. "Existem causas primárias e secundárias que atacam o couro cabeludo, como traumas, radiação e infecções", afirma a médica.

4. Alopecia Cicatricial Central

Esse subtipo da doença ocorre com uma frequência muito maior em mulheres que possuem a ascendência africana. A perda dos fios começa bem no centro do couro cabeludo e irradia para fora com o tempo.

A região afetada pela inflamação costuma ficar bastante lisa, brilhante e sem a presença de novos folículos. O acompanhamento médico é indispensável para controlar o avanço da queda e proteger a área que ainda resta.

Atenção ao Eflúvio Telógeno

Além dos quatro tipos principais, existe uma queda intensa de cabelos conhecida clinicamente como o eflúvio telógeno. Ela costuma se iniciar entre dois e seis meses após o paciente sofrer algum fator desencadeante específico.

A queda intensa pode ser provocada por pós-parto, deficiências nutricionais, cirurgias e infecções acompanhadas de febre alta. A perda dos fios assusta na hora da lavagem ou no travesseiro, mas costuma se resolver de forma espontânea.

Ainda assim, consultar um médico é fundamental para investigar se existe algum problema de saúde oculto ou não. "Algum fator não diagnosticado pode estar mantendo o eflúvio ativo e precisamos atuar para resolver", finaliza Dra. Lilian Brasileiro.

Alto Astral
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