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Pai 2.0: Uma relação pautada pelo amor à informação

Filhos de pais antenados relatam como o acesso ao conhecimento foi primordial desde a infância

30 jul 2021 09h00
| atualizado em 4/8/2021 às 11h11
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Edson e Daniel Lamounier
Edson e Daniel Lamounier
Foto: Foto: Arquivo Pessoal

Os filhos do pai antenado sabem que não é difícil encontrá-lo na hora da necessidade ou de puxar conversa: pesquisando um novo livro, receita culinária, um artigo sobre tendências comportamentais ou fuçando sobre alguma novidade que está bombando nas redes sociais. Mais do que uma figura paterna, esse pai é um amigão, que preza pela liberdade dos filhos e dá a eles a bênção do conhecimento para que eles voem com as próprias asas.

Inteligentíssimo, esse pai preza muito a curiosidade e a vontade de aprender dos filhos, e desde cedo quer instigar a sementinha do conhecimento em cada um. Foi esse o caso de Daniel Lamounier (38), que aprendeu com o pai, Edson Luiz (66), que só saber ler não é o suficiente: é preciso desenvolver um senso crítico para que possamos interpretar a realidade de forma responsável.

“Durante a infância meu pai trabalhava em outra cidade e só nos víamos nos fins de semana, mas mesmo com pouco tempo eu percebia que sempre estava aprendendo com ele, sempre foi uma relação de descobertas, aprendizados. Ele me explicava coisas do trabalho dele, compreensão de mundo. Foi com ele que aprendi que precisamos entender as coisas de maneira profunda para nunca depender do senso comum”, explica Daniel.

Exigente, o servidor público aposentado sempre transformou os momentos com os filhos em oportunidades de aprendizado, buscando que eles fossem não só bem sucedidos como capazes de manter a independência intelectual sem a ajuda de ninguém. “O meu pai sempre foi um cara antenado, que leu muitas revistas, jornais. Ele sempre teve enciclopédias em casa, a gente ficava lendo, discutindo. Ele desenvolveu meu espírito crítico me ensinando a interpretar as situações. Foi essencial pra minha carreira", conta o advogado. 

Victor (25)  e seu pai, João Carlos Gaspar (58), também sempre tiveram uma conexão pautada pelo amor ao conhecimento. “Meu pai trabalha no mercado financeiro, então passa o dia todo sabendo de notícias do mundo todo e sempre muito atento ao que isso significa. E ele sempre tentou trazer isso pra mim e pro meu irmão, de sempre se atualizar, sempre estudar. Muito do que ele sabe ele aprendeu sozinho, e quer que a gente tenha o mesmo tipo de curiosidade”, explica o filho.

João Carlos e Victor Gaspar
João Carlos e Victor Gaspar
Foto: Foto: Arquivo Pessoal

Conhecimento nem sempre é sinônimo de acesso financeiro, e Victor afirmou que a falta de acesso ao conhecimento que o pai enfrentou na infância deu a ele o gás para sempre cuidar dele e do irmão, Guilherme (29), incentivando o amor pelo estudo:  “Meu pai sempre foi um cara muito simples e com poucas oportunidades de estudo, então ele sempre quis que a gente aprendesse mais do que ele. Mas mesmo sem poder estudar tanto quanto ele gostaria, ele nos deu o mais importante: a objetividade de focar naquilo que queremos e ir atrás desse conhecimento com todas as forças que temos”.

O pai antenado sabe que o conhecimento está em todas as áreas da vida, e adora usar essas informações para melhorar também seus momentos de lazer ao lado da família e dos amigos. E nada reúne informação e prazer como um bom vinho. “Meu pai sempre foi apaixonado por vinho, ele sempre chega pra conversar comigo já com uma garrafa especial que ele separou", conta Daniel. O amor de Edson Lamounier por vinho é tanto que rendeu até mesmo um perfil sobre o assunto no Instagram - ideia incentivada pela filha, Carolina (33), que o colocou em contato com enólogos ao redor do mundo e aumentou ainda mais sua paixão pelo assunto.

Victor também compartilhou muitos momentos com o pai acompanhado de uma (ou várias!) garrafas de vinho e construiu memórias inesquecíveis. “Muitas vezes eu e meu pai viajamos juntos nas férias e sempre rolava um bom vinho. Ele enxerga isso também como um momento não só de prazer como de aprendizado e conexão com a família e os amigos”. 

No Dia dos Pais, Daniel e Edson tentam driblar a distância para comemorar a data. “Como meu pai mora em Goiânia, nem sempre conseguimos nos encontrar na data, mas sempre que dá rola um bom vinho na mesa, uma carne e muito papo e risada. Ele aproveita pra me mostrar os vinhos que separou e me ensinar sobre tempo de guarda, de deixar o vinho respirar”. Victor e João Carlos também já preparam a reunião habitual da família no Dia dos Pais: “A gente costuma fazer um grande almoço no interior ou na casa da minha avó, e o importante é estar todo mundo junto em volta da mesa para brindarmos e conversarmos”.

Se você tem um pai antenado em casa, nada melhor do que presenteá-lo com alguns vinhos especiais não só para o Dia dos Pais como outras ocasiões em família. Para agradar esse pai, seja aventureiro: você pode tanto apostar em vinhos tintos encorpados e clássicos, que vão bem com um pratão de massa ou uma pizza de fermentação lenta, quanto ir mais longe com um rótulo de champagne francês ou um vinho branco de fragrâncias suaves e tons cítricos.

Fonte: Equipe portal
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