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Até os 6 meses, bebês devem dormir no quarto dos pais

1 mai 2013
07h06
atualizado às 07h06
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Ao levarem os filhos da maternidade para casa, muitos pais se deparam com um dilema: deixar a criança dormir no quarto do casal ou levá-la para o próprio quarto desde o início? Segundo orientações do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), os bebês devem permanecer no mesmo quarto da mãe até, pelo menos, os primeiros seis meses de vida, para facilitar e estimular a amamentação e prevenir a síndrome da morte súbita infantil.

Um objeto de transição, como um bicho de pelúcia, pode facilitar a adaptação do bebê para o quarto individual
Um objeto de transição, como um bicho de pelúcia, pode facilitar a adaptação do bebê para o quarto individual
Foto: Shutterstock

Pediatra do Instituto do Sono, Gustavo Moreira aponta que o perigo de morte súbita – aquela que acomete bebês saudáveis, sem motivos aparentes – é maior no primeiro ano de vida, e os seis primeiros meses são os mais arriscados. O médico destaca, contudo, que sob hipótese alguma a criança deve dormir na mesma cama dos pais. “É importante que, ao levantar à noite para amamentar, a mãe não leve o bebê para a cama, para não correr o risco de adormecer e rolar por cima dele”, complementa.

Moreira acredita que o prazo para bebês seguirem no quarto dos pais, por segurança, pode se estender até o primeiro ano de vida e, depois disso, fica a critério dos pais, dependendo das questões culturais ou das condições estruturais e financeiras do casal. Ele destaca, no entanto, que nessa idade a criança começa a desenvolver mais fortemente a personalidade, e é importante que ela tenha o próprio espaço. 

Transição

Integrante do Departamento Científico de Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria, Miriam Ribeiro de Faria Silveira assinala que é indicado que o bebê durma no mesmo local que os pais no máximo até os seis meses, mas que a transição para o quarto individual pode começar a partir dos três. “Se os pais perdem o tempo de tirar a criança do quarto, ela pode ficar insegura e medrosa ao dormir sozinha”, afirma. Por outro lado, a médica destaca que, caso não seja possível que a criança tenha um espaço exclusivo, ter uma cama separada dos pais é essencial.

Moreira recomenda que um objeto de transição, como um bicho de pelúcia, pode facilitar a aceitação do bebê. O médico destaca ainda que, em termos de desenvolvimento do sono, é melhor que a mãe evite acostumar o bebê a dormir no colo e o coloque ainda acordado no berço. Ele também ressalta a importância de que se mantenha um ritual antes de dormir, como alimentar, colocar para arrotar, pôr o pijama, cantar e deitar o pequeno na cama, por exemplo, criando uma rotina.
 
O novo hábito de dormir sozinha pode levar cerca de uma semana para ser absorvido pela criança. A pediatra Filumena Gomes, do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, indica que para tornar a transição mais natural, um adulto pode dormir no quarto da criança durante esse período. Filumena acrescenta que, para deixar o filho mais protegido, os pais devem se assegurar de que ele durma de barriga para cima. O uso da babá eletrônica também é um item de segurança que pode deixar os pais mais tranquilos. A médica aconselha ainda que crianças prematuras ou com baixo peso ao nascer permaneçam acompanhadas por um adulto ao dormir por mais tempo.

Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra Cartola - Agência de Conteúdo - Especial para o Terra

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