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Brasileira comemora melhor repercussão de desfile em Londres

Fundadora da marca 1205, Paula Gerbase afirmou que nova coleção foi recebida positivamente pelos críticos de moda

14 set 2014
17h59
atualizado em 26/1/2015 às 16h09
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Pela terceira vez consecutiva desfilando suas criações na Semana de Moda de Londres, Paula Gerbase tem motivos de sobra para comemorar. Radicada na capital inglesa há dez anos, a estilista brasileira apresentou a coleção primavera-verão 2015 de sua marca, 1205, e recebeu elogios dos mais renomados veículos de moda no mundo.

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A gaúcha Paula Gerbase mora há dez anos na capital inglesa
A gaúcha Paula Gerbase mora há dez anos na capital inglesa
Foto: Divulgação

"O desfile teve a melhor repercussão possível. Nunca tive uma reação assim. É a terceira temporada que participo da Fashion Week e nunca tive tanta gente correndo atrás. Fiquei muito feliz justamente porque tantas editoras mulheres que respeito muito vieram pro desfile desta vez. Isso é muito importante pra mim, porque o trabalho que faço é sutil. A Sarah Mower, da Vogue americana, escreveu uma resenha incrível. Não acreditei quando li. A reação foi muito, muito boa", disse Paula ao Terra durante o pop-up showroom da 1205 realizado na Somerset House neste domingo (14).

Formada na badalada Central Saint Martins em Londres, a gaúcha de 32 anos explicou ainda a essência por trás da grife, a qual criou há quatro anos."Trabalho muito com tecidos, cortes. A roupa que faço não é para se mostrar, é realmente quase para desaparecer. Acho que crio para mulheres que são ativas, inteligentes, que têm um trabalho e precisam correr pra lá e pra cá. É uma mulher discreta, que aprecia qualidade, que não quer aparecer, mas que se interessa por tecidos interessantes, por um corte que seja lisonjeiro”, acrescentou.

Foto: Divulgação

Para compor a coleção apresentada nesta edição da semana de moda de Londres, Gerbase se inspirou no trabalho da pintora americana Agnes Martin. "Ela morava no Novo México e fazia umas pinturas incríveis com ângulos quadrados, especialmente grades. Nesta coleção, há o contraste do trabalho dela, que é muito puro, com o meio ambiente que ela morava, que é o deserto. Também quis criar uma silhueta longa e com mais camadas. É a ideia do guarda-roupa de uma pintora que trabalha no deserto. Tudo tem bolso, tudo é calça. Há uns shorts-calça, saias e vestidos também". 

Coleção neutra
Segundo Paula, a discrição das cores em suas criações é fundamental para demonstrar sua filosofia sobre a moda. "Nunca uso cores muito brilhantes. Como trabalhei muito tempo com alfaiataria na Savile Row, eles me ensinaram que a coisa mais importante é o tecido, o corte, a proporção, o detalhe, o toque. Poderia fazer roupas iguais às de outros estilistas, com cores brilhantes, vivas, mas acho que a pessoas acabam não querendo tocar, porque já dá pra ler de longe, e isso não me interessa. Acho muito simplístico. Para mim, o importante é criar o interesse e uma curiosidade de depois vir aqui e tocar nas roupas”, disse a estilista, que acredita ainda possuir uma clientela diferenciada com sua marca unissex.

"Meu cliente, na verdade, não é um cliente de moda. Meus clientes são arquitetos, artistas, designers gráficos, escritores. Acho que eles apreciam muito o fato de que não crio roupas para desfilar, mas roupas pro dia-a-dia que eles se sintam confortáveis e que também tenham um ponto de vista”, finalizou.

Fonte: Terra
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