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D&G é acusada de racismo e cancela desfile na China

Empresa disse que suas contas no Instagram foram hackeadas

21 nov 2018
11h40
atualizado às 13h10
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A grife italiana Dolce & Gabbana cancelou um desfile previsto para esta quarta-feira (21) em Pudong, distrito de Xangai, na China, depois de ter sido acusada de racismo e sexismo.

D&G é acusada de racismo e cancela desfile na China
D&G é acusada de racismo e cancela desfile na China
Foto: ANSA / Ansa

A marca publicou no último sábado (17), na plataforma Weibo, espécie de Twitter chinês, uma série de três vídeos promocionais com as hashtags "DGLovesChina" e "DGTheGreatShow" para anunciar o desfile, que exibiria a nova coleção "ready to wear" ("pronta para vestir") da casa de moda.

Nos vídeos, uma jovem chinesa come pratos típicos da culinária italiana com os tradicionais hashi, enquanto uma voz masculina de fundo dá conselhos frente a suas tentativas frustradas de usar os pauzinhos.

A Dolce & Gabbana foi acusada de racismo ao escolher uma modelo de olhos puxados para fazer um "uso estereotipado" dos chineses e de sexismo no momento em que a mulher tenta comer um cannolo siciliano. "É grande demais para você?", pergunta a voz masculina em tom irônico.

A revista chinesa Caixin disse que a maison italiana "procurou problemas sozinha", e o jornal de moda JingDaily afirmou que a hashtag "Boicote Dolce" foi utilizada mais de 18 mil vezes no Weibo. Os comentários negativos impulsionaram a retirada dos vídeos da rede social.

O mercado de luxo chinês vale mais de 500 bilhões de yuans (US$ 72 bilhões) anualmente, o que equivale a quase um terço do faturamento global do setor, segundo relatório de 2017 da consultoria McKinsey. A D&G conta com 25 pontos de venda na China.

Já nesta quarta-feira (21), o Instagram da Dolce & Gabbana publicou uma nota dizendo que foi hackeado, assim como a conta do próprio Stefano Gabbana. "Nossos advogados estão investigando. Sentimos muito por qualquer problema causado por posts desautorizados. Temos somente respeito pela China e pelo povo chinês", diz a nota.

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Ansa - Brasil   

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