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Brasil vacinará 10 mi de adolescentes contra HPV e meningite

Reuters

O objetivo da campanha é vacinar 80% da população-alvo. Veja quem precisa se vacinar!

14 mar 2018
09h03
atualizado às 11h24
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O Ministério da Saúde espera vacinar 10 milhões de jovens contra o vírus HPV neste ano. Por esse motivo, foi apresentado nesta terça-feira (13) a Campanha de Mobilização e Comunicação para a Vacinação do Adolescente contra HPV e Meningites.

De acordo com a pasta, o objetivo é aumentar o número de jovens vacinados. Deverão receber a vacina contra o HPV, meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos. A meta é vacinar 80% da população-alvo.

Além disso, a iniciativa incluirá o incluirá o reforço da vacinação contra a meningite C. Normalmente, a primeira dose é dada aos 4 anos. Portanto, com a ampliação a campanha da vacinação contra a meningite atenderá também os pré-adolescentes, sendo meninos de 11 a 14 anos e meninas de 12 e 13 anos.

"Esta campanha está completamente de acordo com a mudança de foco que estamos implantando no Ministério da Saúde, que é priorizar a prevenção. Estamos investindo na prevenção para evitar que as pessoas fiquem doentes", disse o ministro Ricardo Barros, durante o lançamento da campanha.

HPV

O HPV é um vírus que se transmite no contato pele com pele, por isso pode ser considerado uma doença sexualmente transmissível.

Desde a incorporação da vacina HPV no Calendário Nacional de Vacinação, 4,9 milhões de meninas procuraram as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) para completar o esquema com a segunda dose, totalizando 48,7% na faixa etária de 9 a 14 anos.

Já com a primeira dose, foram vacinadas 8 milhões de meninas nesta mesma faixa, o que corresponde a 79,2%. No entanto, o Ministério da Saúde alerta que a cobertura vacinal só está completa com as duas doses.

Segundo estudo realizado pelo projeto POP-Brasil em 2017, a prevalência estimada do HPV no Brasil é de 54,3 %. Os dados da pesquisa mostram que 37,6 % dos participantes apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

Vacinação nas escolas

Durante a coletiva, o ministro também ressaltou sobre a importância da participação das escolas para reforçar a adesão dos jovens à vacinação e, consequentemente atingir o objetivo de redução futura do câncer de colo de útero, terceiro tipo de câncer mais comum em mulheres e a quarta causa de óbito por câncer no país.

"Vamos insistir para ampliar a cobertura vacinal e insistir na escola, onde podemos fazer uma potencialização da imunização e assim diminuir a prevalência do HPV, que hoje está muito alta, acima de 50% dos jovens brasileiros", comentou.

Para implementar essa iniciativa, o Ministério da Saúde já enviou ao Ministério da Educação material informativo sobre as doenças. A ideia é estimular os professores a conversem com os alunos e familiares sobre o tema. Segundo a pasta, o Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina HPV para meninos em programas nacionais de imunizações.

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