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Criança morre após ser picada por escorpião no quintal de casa

A menina foi socorrida pela mãe e levada até duas cidades da região para receber atendimento

11 jul 2018
12h06
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Yasmin Lemos Campos, 4 anos, estava brincando no quintal de casa quando foi picada por um escorpião, em Cabrália Paulista, no interior de São Paulo. Infelizmente devido a demora no atendimento, a menina faleceu nesta terça-feira (10).

A mãe da menina, Letícia lemos, conta que levou a filha ao posto de saúde da cidade, em seguida, foi levada de ambulância ao hospital em Duartina, cidade vizinha.

"Demorou muito, né? Eu estava em Duartina e, ao invés da ambulância de lá levar a gente, ligaram para uma ambulância de Cabrália Paulista. Aí ela teve que sair de Cabrália, para ir a Duartina e só depois me trazer para Bauru", afirma Letícia Lemos, em entrevista à TV TEM

O hospital de Duartina não tinha soro para combater o veneno, até que a menina precisou ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Bauru.

Segundo a direção da UPA, uma vaga na UTI foi disponibilizada no hospital estadual. Entretanto, por causa da gravidade do quadro de saúde de Yasmin, não foi possível transferi-la. O corpo da menina foi velado e enterrado no Cemitério Municipal de Cabrália Paulista.

Crianças são as mais afetadas por esses animais, totalizando 48.198 casos, entre 0 e 9 anos. Os estados com maior incidência de casos são: Minas Gerais (88.666), São Paulo (55.323), Bahia (57.341), Pernambuco (38.836), Alagoas (35.093), Pará (10.248) e Paraná (6.396).

Como agir nesses casos?

"As principais condutas frente a uma suspeita de acidente com animal peçonhento é acalmar a vítima, não deixar que ela se movimente muito, elevar o membro atingido, lavar o ferimento com água e sabão, chamar socorro médico ou levar a pessoa acidentada ao hospital mais próximo ou a um centro especializado em atendimento de acidentes com animais peçonhentos (como é o Instituto Butantã, na cidade de São Paulo). Ofereça muita água para a vítima do acidente", alerta o infectologista Ralcyon Teixeira.

O especialista ainda alerta que os principais erros envolvidos no tratamento de picadas de animais peçonhentos são intervenções inadequadas, como torniquete (amarrar o local), sugar o ferimento com a boca, cortar o local afetado e uso de substâncias contaminadas no local da picada (como por exemplo: pó de café, teia de aranha, urina, terra). "Se possível e não houver perigo, leve o animal envolvido no acidente em transporte adequado para que seja feito seu reconhecimento em local especializado. Isso facilita o diagnóstico e tratamento da vítima", ressalta.

O tratamento consiste em caracterizar o tipo de acidente e o animal envolvido, realizar medicações para dor, hidratação e administrar precocemente o antiveneno. Quanto mais cedo for administrado o antiveneno, melhor o prognóstico do paciente, por isso que a procura de um serviço de saúde deve ser a mais rápida possível.

Minha Vida

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