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Bebês gostam de ouvir vozes uns dos outros

Estudo descobriu que pequenos prestam mais atenção quando a voz vem de outro bebê do que dos pais

16 mai 2018
12h05
atualizado às 13h47
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Mesmo antes de aprender a falar as primeiras sílabas, os bebês se comunicam por vozes. No começo, é o choro, que costuma sinalizar incômodos. Depois, as vocalizações também são adicionadas. Uma pesquisa descobriu: os bebês preferem ouvir vozes de outros bebês do que a de adultos, mesmo que eles estejam fazendo os mesmos sons.

Os experimentos mostraram que o bebê é capaz de reconhecer esses sons, mas se engajam mais quando partem de outros pequenos. Em um deles, bebês de 5 meses passavam 40% mais tempo ouvindo essas vozes comparado ao tempo que passaram ouvindo adultos que faziam os mesmos sons. A preferência foi medida pela atitude de olhar para de onde vinha o som ou virar a cabeça se afastando. Veja um vídeo do experimento.

"A pesquisa traz mais evidências sobre como os bebês desenvolvem sua compreensão da linguagem falada - o que eles trazem inatamente e o que é moldado por sua experiência como ouvintes e como 'falantes em treinamento'", explica Linda Polka da Universidade de McGill ao site EurekAlert, que liderou a pesquisa. O estudo foi apresentado no 175º Encontro da Sociedade Americana de Acústica, que aconteceu na semana passada.

Outros estudos feitos pela equipe de Linda indicam que mesmo quando as mães fazem as melhores imitações dessas vocalizações, com tons idênticas, não conseguem ganhar a preferência de seus filhos em relação às vozes de outros bebês.

As informações são do site EurekAlert.

Estimulando o bebê a falar

Há maneiras de estimular o bebê a falar as primeiras palavras. As fonoaudiólogas Debora Befi-Lopes, coordenadora do Departamento de Linguagem da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, Ana Paula Bautzer, da Clínica de Especialidades Integrada e Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas, deram dicas para os pais.

  • Diga sempre a pronúncia correta: Desde os primeiros meses, o bebê tenta imitar o que vê: movimentos de boca, piscadas de olhos, sorrisos, entre outras ações. Com os sons, não é diferente.
  • Falar da forma natural: Não fique infantilizando a voz quando for falar com o bebê, como falar no diminutivo e em tom mais fino
  • Olhe para ele e mostre a sua boca: O contato visual é muito importante para estimular a afetividade e serve de incentivo para o bebê se espelhar em você.
  • Cuidado com a euforia: Quando o bebê começa a balbuciar as primeiras palavras, vale incentivá-lo mostrando que você está contente, mas isso tem limite. Procure deixá-lo confortável, evitando gritar ou chamar a família toda ao menor sinal de balbucio.
  • Peça ajuda do irmão mais velho: Pedir para o irmão que brinque com o bebê também faz com que o mais velho se sinta importante em vez de excluído. Se o bebê for o primeiro filho, vale a pena procurar o contato com outras crianças.
  • Não deixe a criança acomodada:Mimar demais prejudica tanto o comportamento quanto o desenvolvimento do bebê. Se tudo o que ele quer está na frente dele toda hora, sem precisar chorar, apontar, tentar balbuciar ou fazer qualquer sinal, não há estímulo para que ele melhore a comunicação.
  • Brinque bastante: O ato de brincar também é ensinar. O bebê que vive em um ambiente estressante e cheio de tensões pode ter mais dificuldades para se desenvolver de forma saudável.
  • Desligue rádio, televisão e computador: A competição da fala dos pais com o som de outros aparelhos pode atrapalhar o entendimento e a concentração do bebê.
  • Aproveite situações da rotina: Aproveite para contar histórias, cantar músicas e dizer o que você está fazendo com ele na hora do banho, de dormir ou em outros momentos do dia.
Minha Vida

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