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Bebê com mais de 6 quilos nasce no interior de MG

Criança nasceu com o dobro do peso médio adequado para um recém-nascido, em cesariana que ocorreu bem

15 mai 2018
16h14
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Jennifer Eloá poderia ser mais uma das crianças que nasceram na última sexta-feira (11) na cidade de Porteirinha, no Norte de Minas Gerais. Porém, a bebê chamou atenção por pesar 6,162 quilos, peso que é o dobro do que é considerado adequado ao nascer, e 58 centímetros. A criança veio ao mundo via cesárea, e é a sétima filha de Luzia Ferreira de Oliveira, de 37 anos.

Quando um bebê nasce muito grande, com mais de 4 quilos, já é considerado macrossômico. Segundo um artigo publicado pela Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal, cerca de 5% da população nasce como Jennifer, com macrossomia fetal. Já entre as mães quem têm diabetes gestacional, esta prevalência pode aumentar chegar a 25%.

No entanto, Antonio Carlos Mendes Silva, médico obstetra que acompanhou o parto, contou ao jornal Estado de Minas que a mãe não tinha nenhum problema de saúde que pudesse gerar essa macrossomia. As informações do caso são deste jornal.

"O ganho do peso fetal é proporcional ao ganho do peso materno. Mães acima do peso normal podem ter bebês muito grandes - um caso que é denominado macrossomia. O fato de o feto crescer em demasia viabiliza o aumento da taxa de açúcar no sangue e estimula o pâncreas a produzir muita insulina. Isso faz com que a criança tenha mais probabilidades de apresentar hipoglicemia. Bebês que nascem muito grandes também têm mais riscos de desenvolver obesidade na infância", destaca Cíntia Cercato, médica endocrinologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em reportagem do Minha Vida.

Além disso, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, bebês que nascem com mais de 4 quilos têm maior chance de desenvolver dislipidemia, condição associada ao colesterol alto, obesidade e diabetes.

Alimentação na gravidez

Para que o bebê nasça saudável, é importante se atentar à alimentação durante a gravidez. Segundo a nutricionista Daniela Cyrulin, a má nutrição materna pode levar a um déficit do desenvolvimento do bebê, além de parto prematuro. Já o excesso de peso da gestante pode levar à diabetes gestacional, pressão alta, dificuldades no parto, defeito do tubo neural do bebê, além de baixo índice de Apgar (nota dada ao bebê no nascimento, quanto a sinais vitais).

A alimentação da gestante deve ser fracionada em 5 a 6 refeições por dia (de 3 em 3 horas). Isso evita picos de hipoglicemia, minimiza o enjôo e a azia, além de facilitar a digestão, que na gestante é dificultada.

Segundo a nutricionista, os nutrientes essenciais para a gestantes são as proteínas, o cálcio, o ferro, o fósforo e a vitamina D, o ácido fólico, a vitamina C, o magnésio, o cobre, o complexo B, o zinco e o ômega-3.

Minha Vida

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