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Virada de semestre é época propícia para refletir e crescer

1 jul 2018
09h00
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Parece que foi ontem que comemorávamos a entrada do Ano Novo. O tempo voa. Um pulinho e agora já estamos cruzando a metade, uma data importante e recheada de sentidos esotéricos.

Os antigos romanos a chamavam de “Idos” esse corte do meio do ano. Eles revestiam essa passagem de forte carga emocional e conteúdo simbólico, celebravam com inúmeras atividades, um feriado dos mais importantes. Era momento de pensar nas coisas vividas, avaliar o que tinha se passado; pedir desdobramentos futuros, mentalizar objetivos para os dias vindouros.

O momento é propício, corta como um bisturi afiado a soma dos dias, chama nossa atenção para o deslizar – lento, dissimulado, quase imperceptível, mas inexorável – da areia pela ampulheta, o escorrer dos ponteiros do relógio. Dobramos o cabo: 2018 já vai pela metade, tudo que nos afastamos do último réveillon é, exatamente, o que falta percorrer até o próximo.

Como sempre acontece quando fazemos uma avaliação, um balanço geral, o momento é de encarar criticamente o que se passou. Apoiada na busca de amadurecimento, devemos avaliar sentidos e acumular lições de vida. Buscar pesar tudo com real aceitação e compreensão. O objetivo último é abrir o melhor dos horizontes possíveis para as coisas que poderão, desse marco adiante, inclusive porque se está fazendo esse louvável esforço de entendimento, se passar.

Imagine-se no ponto mais alto da roda-gigante e avalie os seus últimos seis meses com vista privilegiada
Imagine-se no ponto mais alto da roda-gigante e avalie os seus últimos seis meses com vista privilegiada
Foto: Muravin / iStock

Então a dica para esses dias que carregam o sabor de uma transposição é aproveitar para olhar as coisas privilegiadamente, como temos a oportunidade de fazer quando a roda-gigante está no topo, lá no mais alto. Elas se mostram a partir de um miradouro privilegiado. Depois, quando a roda começa a descer, as coisas se aproximam e a visão de conjunto, perspectiva de totalidade, se dilui.

Aproveite a posição dos “Idos” para olhar rumo a duas direções antagônicas e, a seguir, refletindo, buscar uma síntese. O primeiro olhar deve enfileirar conquistas desses seis primeiros meses do ano. Coisas boas, momentos e superações que deixaram um gostinho de sucesso. Olhe também, numa segunda etapa, para o outro lado, cento e oitenta graus para lá, o inverso. Liste, neste segundo passo, os erros e deslizes, falhas, acidentes, equívocos e dores. Liste as coisas ruins, aquelas que amarraram, azedaram, amargaram a vida.

Na sequência você está pronto para a terceira e última atividade: amadureça espiritualmente utilizando suas duas listas anteriores. Use sua avaliação do semestre que se foi para pensar sobre vitórias e derrotas, sem esquecer jamais da necessidade de alguma resignação para levar o destino com paciência e equanimidade.

Quer saber mais sobre o trabalho de Marina Gold ou entrar em contato com ela, clique aqui.

Fonte: Marina Gold

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