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Sofrimento e pena: verdade ou manipulação?

19 abr 2017
10h00
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É deprimente ser alvo da pena alheia. Contudo, é grande o número de pessoas manipuladoras que despertam propositadamente a piedade do outro, com a intenção de serem escutadas, acolhidas, e até desculpadas por qualquer ato impensado que tenham cometido, sempre se jurando inocentes, perseguidas pelos demais e pelo destino.

Postura assim, desculpem-me os falsos (e perigosos) “coitados”, mais parece ser, numa profundidade um pouco maior, uma atitude apelativa, demonstração de fraqueza que não combina com a luta da vida.

Combater a fraqueza, à ideia de que se é extremamente infeliz, injustiçado, perseguido, é a única forma de se escapar da situação. É fundamental destinar esforços para evitar cair nessas armadilhas de aumento da própria infelicidade.
Combater a fraqueza, à ideia de que se é extremamente infeliz, injustiçado, perseguido, é a única forma de se escapar da situação. É fundamental destinar esforços para evitar cair nessas armadilhas de aumento da própria infelicidade.
Foto: martin-dm / iStock

Um número muito maior de indivíduos do que aquele que podemos conceber empregam o estratagema do artifício do queixume, das lágrimas e mesmo pequenas mentiras, porque são seres muito carentes de solidariedade e compaixão, como se convivessem com um vazio que nada preenche. Isso leva a lógica do penalizado a se construir a partir de suas próprias noções e expectativas, que raramente correspondem aos fatos reais.

O conforto alcançado com a receptividade e o apoio dos que estão ao redor, acaba levando o ser enfraquecido e lastimoso, a aumentar todas as dores e reclamações, até que ele acaba desenvolvendo sofisticados mecanismos de manipulação e chantagem que, arrastam os demais a acreditarem que os suplícios mencionados sejam verdadeiros.

Nesse ponto começa o martírio daqueles que, com carinho e compreensão, acudiram as dores e gemidos. A família, os amigos, as pessoas amadas e até estranhos são envolvidos na trama do sofredor, que no mínimo consegue manipulá-los, provocando brigas e intrigas, graves desacordos entre todos.

Algumas vezes, delirante, a pessoa acaba por acreditar nos exageros a que suas fantasias conduzem e se torna depressiva e amarga a ponto de precisar de tratamentos especializados para superar esses poderosos fantasmas e suas encenações.

O combate drástico à fraqueza, à ideia de que se é extremamente infeliz, injustiçado, perseguido, é a única forma de se escapar dessa terrível situação que uma vez deflagrada apresenta complicadas e difíceis possibilidades de retrocesso. Por isso, é fundamental destinar esforços para evitar cair nessas armadilhas de aumento da própria infelicidade.

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