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Participar dos cuidados com recém-nascido fortalece vínculos

5 set 2012
08h09
atualizado às 16h23
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Trocar fraldas, dormir menos, acordar durante a noite com o barulho do choro... A chegada do bebê é um período de muitas novidades e transformações na vida do casal. Para dar conta delas, a divisão de tarefas é bem-vinda. A participação do homem nos cuidados com o recém-nascido não serve apenas como uma ajuda à mulher, mas também para fortalecer os vínculos afetivos entre o pai, a mãe e a criança.

A participação do homem nos cuidados com o recém-nascido não serve apenas como uma ajuda à mulher, mas também para fortalecer os vínculos afetivos entre o pai, a mãe e a criança
A participação do homem nos cuidados com o recém-nascido não serve apenas como uma ajuda à mulher, mas também para fortalecer os vínculos afetivos entre o pai, a mãe e a criança
Foto: Dreamstime / Terra



O quanto o pai vai participar depende da visão do casal sobre paternidade e maternidade. É importante que ambos se preparem para o impacto do filho na relação e exponham desde o início o que acreditam ser o papel do pai e da mãe com o filho. "É bom ter conversas anteriores e saber qual é a expectativa de cada um", afirma Thelma Zugman Mazer, psicóloga e uma das fundadoras da Associação Paranaense de Terapia Familiar.



A ausência do pai nos cuidados pode tornar a mãe estressada e excessivamente ocupada, o que a deixaria mais distante em sua relação com ele. Eles devem conversar sobre a situação caso percebam que não estão mais conseguindo ser um casal, apenas pais.



Paternidade

A participação do homem nos cuidados não deve ser encarada somente em função de ajudar a mulher, mas também como um exercício de sua responsabilidade enquanto pai. "Assim como a mulher está no mercado de trabalho e abrindo outras áreas em que estava limitada, o pai agora tem a oportunidade de participar no desenvolvimento do vínculo e do afeto", afirma a psicóloga.



O desenvolvimento da relação com o filho desde o início dá mais segurança ao pai e lhe deixa mais gratificado. "A construção do vinculo é um processo. Nessa fase inicial, talvez seja mais importante para o pai que para o bebê", diz Thelma.



Medo

Não saber trocar fraldas ou segurar o bebê não devem ser impedimentos para o homem cuidar do recém-nascido. "O medo do pai também pode ser da mãe, mas ela pede ajuda. Esse medo só se desfaz com a prática", acredita a terapeuta familiar.



O homem pode pedir para a mulher lhe explicar ou observar como ela faz. Cursos para gestantes também podem dar orientações aos pais de como lidar com o recém-nascido.



Saber dividir

Fora a amamentação, não há funções que o pai não possa exercer. "Quando a criança chora e não é hora de mamar, ele pode cuidar e deixar a mãe descansar", exemplifica Thelma. "Em vez de se queixar que ela está cansada, ele pode participar", afirma. Segundo ela, cada homem deve refletir que tipo de pai ele quer ser e que tipos de tarefas pode cumprir.



No entanto, nem sempre é o homem quem se recusa a participar dos cuidados, mas a própria mãe o exclui. "A mãe pode até saber mais como cuidar do que ele, mas isso não significa que ele não pode participar", diz Thelma. O pai deve expressar seu desejo de participar para a mulher, que muitas vezes nem percebe que o está deixando de lado.



A divisão de tarefas desde o início evita dificuldades de inserir a função do pai posteriormente. "A desorganização nessa fase transitória passa a ser crônica. A não entrada do pai logo no início torna difícil decidir quando ele vai entrar depois", conta.



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Fonte: Cross Content
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