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Lide da melhor maneira com o medo de uma alteração genética

24 ago 2012
08h54
atualizado em 27/8/2012 às 11h07
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Durante o pré-natal, o médico pode visualizar diversas características do feto por meio de um ultrassom, como o sexo e o estágio de formação dos órgãos. Além disso, esse ou outros exames podem ajudar na detecção de alguma eventual dalteração genética. Certas mães podem ter pré-disposição ao problema - e as mulheres mais velhas têm naturalmente um risco maior de conceber uma criança com Síndrome de Down.

Durante o pré-natal, o médico pode visualizar algumas particularidades do feto, como o sexo
Durante o pré-natal, o médico pode visualizar algumas particularidades do feto, como o sexo
Foto: Dreamstime / Terra



Lidar com uma notícia inesperada como essa é um desafio para os pais. Mas, de acordo com Vera Lúcia de Alencar Monteiro, psicóloga do programa Momento da Notícia da Associação de Amigos e Pais de Excepcionais de São Paulo (Apae-SP), a primeira força vem do casal e da própria família, que juntos proporcionam apoio mutuo. O que é muito importante para superar o momento.



Segundo a psicóloga, é natural que no início a família não aceite ajuda externa. O que não quer dizer, que eles não vão correr atrás desse apoio no futuro. Cada pessoa tem um tempo para viver e superar esse momento. "A sociedade não nos prepara para passar por este tipo de dificuldade, ainda mais quando é relacionada aos filhos", explica. Informar-se sobre o problema é sempre bom, mas para Vera Lúcia, esse pilar é vem depois de superar os primeiros impactos. "A informação favorece bastante. Mas, no primeiro momento, a família nem quer tantas informações sobre o problema. Principalmente, porque o conhecimento é pautado em uma realidade que, à primeira vista não é muito bem aceita pelos pais e familiares. O que é perfeitamente normal e compreensível."



Ao receber a notícia, é importante também que os pais busquem amparo. Na Apae, esse suporte se dá por meio do programa Momento da Notícia. Além do apoio psicológico profissional, os pais de primeira viagem contam com a ajuda de outros, mais experientes, que têm filhos mais velhos com alguma alteração genética e que já passaram por esse momento.

"O contato de pai para pai é muito diferente de um profissional falando sobre uma situação teórica", afirma Vera Lúcia. "Esse pai mais experiente mostra para o casal que os primeiros sentimentos negativos, que podem surgir, são normais. E até explica que, com o tempo, seu próprio filho o conquistou e ele, hoje, o enxerga como uma criança igual a qualquer outra. E que há desenvolvimento, mesmo que seja no ritmo próprio dessa criança", esclarece a psicóloga.

Apesar das recomendações, Vera Lúcia reforça que cada caso é um caso e que cada pessoa encara de forma diferente os obstáculos. "Cada um de nós tem recursos internos para lidar com as dificuldades. Às vezes, a família fica muito mal, com sentimentos ruins, mas é tudo tão intenso que em pouco tempo ela vai superar e seguir em frente. Em outros casos, as pessoas aparentemente estão lidando bem com a situação, mas, internamente, o conflito é muito maior e duradouro. É muito relativo a cada família e a cada indivíduo", explica.

Os serviços da Apae-SP são gratuitos. Por meio de convênios, a instituição também atende diretamente em algumas maternidades públicas e privadas para dar o primeiro apoio psicológico aos pais que dão à luz um bebê com deficiência intelectual.

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Fonte: Cross Content
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