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Chefs divulgam culinária mineira em feira gastronômica em Madri

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A história de Minas Gerais está indissoluvelmente ligada ao ouro e sua culinária também, afirmaram nesta segunda-feira em Madri os chefs de cozinha Ivo Faria e Rafael Cardoso.

Faria, à frente da cozinha do restaurante Vecchio Sogno, e Cardoso, do Atlântico, participaram hoje da feira gastronômica Madrid Fusión, que nesta edição volta suas atenções à culinária mineira.

Uma ampla variedade de produtos de origem animal e vegetal favoreceram a sobrevivência de uma "cozinha de torrão", segundo definiu Faria em entrevista à Agência Efe, à qual agora novas gerações de cozinheiros acrescentam técnicas contemporâneas.

Da época de esplendor das minas de ouro nasceram pratos que os tropeiros criaram para poder transportar durante suas longas de trabalho.

Carne de porco e de vaca, frango, mandioca, queijos e peixes de água doce foram misturados com influências das comunidades indígenas.

"A carne é muito importante na mesa de um mineiro, mas sempre acompanhada de uma verdura, já que há muita variedade, coisas que na Europa nem sequer existem como o jiló", explicou Faria.

"Minas Gerais tem o mesmo tamanho que a França e, por seu clima, a produção agroalimentar é muito grande e diversa", acrescentou.

E agora uma nova geração de jovens cozinheiros formados na Espanha, como o próprio Rafael Cardoso, querem tirar proveito desta riqueza e divulgar a culinária mineira fora de suas fronteiras.

"Vivemos um momento muito especial neste sentido, porque esta nova fornada retorna ao Brasil após aprender com os melhores chefs para fazer uma cozinha de vanguarda, com novas técnicas, mas sempre valorizando a matéria-prima", comentou Cardoso.

O Governo de Minas Gerais tem dado uma atenção especial à promoção da gastronomia da região, disse o chef, que espera que o apoio continue no futuro, porque "são necessárias ações políticas para que se volte a valorizar a agricultura familiar".

EFE   
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