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Drinque à base de xarope de cerveja vence concurso em SP

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07h55 atualizado às 10h36
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Um cinema não é exatamente o cenário que um mixologista, profissional que pesquisa e cria novos drinques, está acostumado a utilizar como pano de fundo para o preparo de bebidas. Mas foi exatamente assim, no escurinho de um cinema, que o carioca Alan Souza levou o grande prêmio do concurso Grey Goose Vive La Révolution, promovido pela marca de vodca e realizado na noite desta terça-feira (27),  no Reserva Cultural, na capital paulista.

<p>&nbsp;"Não estava esperando, mas estava querendo. Me preparei muito para isso", disse o vencedor Alan Souza</p>
 "Não estava esperando, mas estava querendo. Me preparei muito para isso", disse o vencedor Alan Souza
Foto: Edson Lopes Junior / Terra

Ele bateu outros nove competidores - todos com a missão de criar um drinque inspirado em um filme, daí a explicação para o local do evento. Alan, que levou para casa R$ 5 mil, além de uma viagem a França para conhecer os campos de trigo da marca, criou o drinque "Jóia Rara", que leva Grey Groove, Punt e Mes, xarope de cerveja de trigo com canela e baunilha, biiter de chocolate e casca de laranja.

Inspirada no filme Comer, Rezar e Amar, protagonizado por Julia Roberts, a criação também teve uma apresentação especial. Cada jurado recebeu a bebida em uma caixa de madeira, com imitações de joias raras, como diamantes e pérolas, e a receita do drinque. Além disso, o "presente" acompanhava um potinho com canela aromatizada. "Quero trabalhar o aroma e o paladar ao mesmo tempo", disse, ao servir a bebida. "Não estava esperando, mas estava querendo. Me preparei muito para isso", contou o mixologista sobre o resultado. "Sei da força que isso vai trazer para minha carreira", comemorou.

O segundo lugar ficou com o paulista Marcelo Vasconcellos, que criou o drinque "Um Chá de Loucos" inspirado em Alice no País das Maravilhas, com notas florais e cítricas e ingredientes como marmelada de framboesa com toque de blueberry e especiarias. Já a terceira posição foi ocupada pelo carioca Paulo Freitas, que incorporou o personagem Willy Wonka para criar o drinque "Golden Ticket", e chegou até mesmo a tirar um ingrediente da cartola. Ele usou elementos como creme de cacau e vermute. Eles levam R$ 3 mil e R$ 2 mil, respectivamente.

Atividades performáticas e muita criatividade
As apresentações foram marcadas por muito bom humor e imaginação dos participantes. A paulista Gisele Rodrigues Aguiar divertiu a plateia com seu drinque "Nemo", inspirado na animação da Disney, e chegou a recitar ingredientes em "baleiês"e o famoso mantra "continue a nadar", uma marca do filme, na hora de mixar os ingredientes. Única finalista mulher, a competidora comemorou a participação no evento e o fato de representar o público feminino. "Por um, lado fico triste porque o mercado poderia ter muito mais mulheres. Mas ao mesmo tempo me sinto lisonjeada de participar. Ganhando ou perdendo, estou absorvendo muito aprendizado e muitas técnicas", avaliou.

Outros competidores também usaram do bom humor para mostrar o processo de criação do drinque, como o baiano Thiago Aguiar, que incorporou um agente para explicar sua criação, "Grey Goose Gold Touch", que teve como ponto de partida o filme 007 Contra Goldfinger.  

O mercado do mixologista no Brasil
O termo mixologista, que não é muito disseminado entre o grande público, representa para Pablo Moya, embaixador da marca Grey Goose no Brasil, uma nova possibilidade de mercado. "A economia do Brasil vem crescendo, estamos muito mais globalizados. Hoje, o brasileiro gosta do bom e do melhor e esse mercado vem evoluindo muito. Os bons restaurantes estão buscando mixólogos para assinarem sua carta de bebidas porque hoje o cliente não só gosta de comer bem, mas também de beber bem." Ele explica que requisitos básicos para o profissional são embasamentos técnico e químico, a preocupação com a acidez, equipamentos e utensílios específicos e, essencialmente, uma grande e contínua pesquisa de ingredientes.

Rafael Pizanti, que foi vencedor do concurso no ano de 2010 e hoje atua como gestor de bebidas do grupo EGEV, integrou o juri e avaliou a importância do prêmio. "Mesmo que você não ganhe, a exposição que o concurso traz é muito grande. Quando ganha, melhor ainda. Meu nome se solidificou no mercado depois disso", afirmou, acrescentando que o mercado brasileiro está evoluindo no segmento, ainda que em passos lentos com relação a outros países. "Fora daqui, quem faz esse tipo de trabalho é visto como uma estrela, como os grandes chefs. Mas hoje não só o investidor está de olho nisso, o consumidor também". 

Saiba mais sobre o concurso
O concurso Grey Goose Vive La Révolution está em sua quarta edição e reúne mixologistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Florianópolis. Os 60 participantes inscritos enfrentaram quatro etapas regionais, em que apresentaram coquetéis, e foram selecionados para a final na capital paulista. Um júri composto por jornalistas especializados e técnicos avaliou pontos como sabor, imagem, postura do profissional e higiene.

Na primeira etapa da final, realizada na última segunda-feira (26) no Terraço Itália, eles tiveram que fazer cinco coquetéis em oito minutos usando a vodca Grey Goose Le Citron, o novo sabor da marca. Já na segunda etapa, a prova foi a mesma, mas a inspiração diferente - com base em um filme famoso, tinham que usar a vodca em seu sabor original ou Flavours. 

 
Fonte: Terra
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