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Tartaruga Diego se aposenta com mais de cem anos após ajudar a salvar espécie

Animal acasalou tantas vezes que, estima-se, contribuiu para o nascimento de 800 filhotes

14 jan 2020
14h34
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A tartaruga Diego, um macho com mais de cem anos de idade, vai finalmente se aposentar após ajudar a salvar a própria espécie. É que ao longo das últimas décadas, o animal acasalou tantas vezes que, estima-se, contribuiu para o nascimento de 800 filhotes.

O réptil é da espécie de tartaruga gigante da Ilha Española, que pertence ao conjunto de ilhas Galápagos, no Equador. Ele foi um dos 15 animais escolhidos para um programa de reprodução em cativeiro no Fausto Llerena Tortoise Center, na ilha de Santa Cruz.

Em comunicado divulgado na sexta-feira, 10, o Parque Nacional de Galápagos anunciou o fim do programa, afirmando que uma avaliação mostrou que a proposta cumpriu as metas de conservação.

Testes de paternidade indicaram que Diego foi responsável por cerca de 40% da prole produzida, disse James P. Gibbs, professor de biologia ambiental e florestal da Universidade Estadual de Nova York em Syracuse, ao The New York Times.

A justificativa para Diego ser um grande reprodutor está na personalidade da tartaruga, segundo o especialista. "[...] bastante agressiva, ativa e vocal em seus hábitos de acasalamento e, portanto, acho que ele recebeu mais atenção". Jorge Carrión, diretor do Parque Nacional de Galápagos, tinha uma explicação mais simples: "sem dúvida, Diego tinha algumas características que o tornaram especial".

O programa de reprodução em cativeiro começou em 1965 com o objetivo de salvar a população de tartarugas na ilha de Pinzón, também em Galápagos. Em 1970, os pesquisadores começaram a salvar as tartarugas da Ilha Española, de onde Diego foi retirado.

Na época, restavam 14 desses répteis: 12 fêmeas e dois machos. Em 1976, um terceiro macho foi introduzido no programa, Diego, que tinha vivido no zoológico de San Diego, nos Estados Unidos, por 30 anos.

O projeto de preservação da espécie ajudou a aumentar a população de tartarugas de 15 para duas mil, segundo informou Carrión em comunicado.

Agora, com o futuro garantido, Diego se aposenta e deve retornar à Ilha Española em março. O local é muito seco e árido, explicou o diretor do parque, mas para a tartaruga é um lar.

Estadão
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