3 eventos ao vivo

Menino vende suco para arrecadar dinheiro para hospital durante pandemia

Enzo Tapetti, de seis anos, juntou R$ 100 para ajudar sua cidade, Artur Nogueira, no interior de SP, a comprar um respirador

4 ago 2020
16h51
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

Com apenas seis anos de idade, Enzo Tapetti decidiu vender sucos em frente à sua casa para tentar ajudar no combate à pandemia do novo coronavírus. A ação do menino surpreendeu a família, e ele conseguiu arrecadar e doar R$ 100 para o hospital da cidade em que mora, Artur Nogueira, na região de Campinas.

Marina Tapetti, mãe de Enzo, contou em entrevista para o E+ que a criança decidiu ajudar depois que viu reportagens mostrando outras crianças realizando ações voltadas para o combate da pandemia. "Ele percebeu que também poderia ajudar, como criança", conta ela.

A mãe conta que em casa os dois filhos ajudam nas tarefas domésticas, e Enzo é o responsável por fazer os sucos para as refeições. "Ele é o especialista do suco aqui em casa, aí ele fez e a gente sempre elogia, para ele continuar fazendo, e nisso ele falou 'já sei o que vou fazer para ajudar'", relata Marina.

A criança, então, colocou uma mesa e uma cadeira na frente de casa no dia 21 de julho e, usando máscara e álcool gel, passou a vender sucos por R$ 2 durante três dias. Enzo também colocou como meta arrecadar R$ 100, para ajudar a comprar um respirador, e os pais incentivaram.

Com a ajuda de sua professora e dos pais, Enzo conseguiu arrecadar o dinheiro, e fez questão de entregá-lo para um médico. Marina ligou para o único hospital da cidade e o diretor-geral fez questão de receber o valor após saber da história.

Marina conta que no dia combinado para receber a doação, 29 de julho, foi preparada uma recepção para Enzo. "O hospital deixou ele passear de ambulância, mostrou o respirador comprado como se ele tivesse contribuído. Chorei que nem besta, não esperava, foi muito lindo", lembra a mãe.

Uma publicação compartilhada por Marina Tapetti (@matapetti) em

Mesmo com a doação simbólica, Marina conta que o filho ainda ficou preocupado, devido à pandemia: "Depois ele falou 'o coronavírus tá muito sério, será que um respirador só vai funcionar? E se outras pessoas estiverem doentes? Será que eu vou ter que vender mais suco?'".

"Ele me surpreendeu de comprar essa briga, de falar 'eu também vou, de alguma forma, ajudar'. Você ensina e aprende alguns valores que você tem que passar pros filhos, isso não tem preço para uma mãe", conta Marina.

Ela revela que o filho agora quer fazer alguma ação do tipo todo ano, e que ficou muito feliz e orgulhosa com a atitude dele: "O que mais importa é que as pessoas olhem e se inspirem a ajudar cada vez mais. Se uma criança consegue ajudar, o que um adulto pode fazer?".

*Estagiário sob supervisão de Charlise Morais

Veja também:

Venezuela: os trabalhadores da saúde com salários de US$ 4 por mês e sem equipamentos de proteção
Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade