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Criança precisa comer até dez vezes para gostar do alimento

24 mar 2014 07h10
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O período pré-escolar, sobretudo o que abrange a faixa etária de 4 a 6 anos, é considerado crítico pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Não é para menos. Nessa fase, ao mesmo tempo em que acontece a construção dos hábitos alimentares, a criança apresenta redução do apetite, desinteresse pela comida, recusa alimentar e seletividade. 

São vários os motivos que levam a esses comportamentos. Um deles atende pelo nome de neofobia, isto é, quando novos alimentos não são aceitos. “O comportamento só vai se modificar se os pais incentivarem a criança a provar de oito a dez vezes o mesmo alimento”, explica Roseli Sarni, presidente do Departamento Científico de Nutrologia e membro do Suporte Nutricional da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Picky Eater

Outro comportamento típico dessa fase é o picky eater. O termo em inglês refere-se àquela criança que rejeita uma grande variedade de alimentos e é seletiva em relação ao que consome. As causas podem ser diversas, entre elas, agitação durante as refeições, refluxo e alergia. O ideal é marcar uma consulta com o pediatra para verificar as reais razões da seletividade.    

Falta de apetite

Esse tipo de comportamento também está ligado a vários fatores, como a anemia, que inibe o apetite, e a deficiência de zinco, que bloqueia o paladar. Mas o ambiente também pode contribuir para a relutância na alimentação: pratos monótonos, ausência de horários fixos para as refeições e a falta de conhecimento que a criança tem dos alimentos.

 

Vale a pena tentar

Com paciência e criatividade é possível fazer a criança mudar esses comportamentos. Você pode:

. Incluir seu filho nas compras e na preparação dos alimentos, para que ele se familiarize com as frutas, os legumes e as verduras. 

. Usar a criatividade para quebrar a monotonia. Por exemplo: formar desenhos com a comida.

. Fracionar as refeições em seis: café da manhã, lanches (manhã, tarde e ceia), almoço e jantar. É importante fixar os horários e deixar, entre eles, intervalos de duas a três horas, para que a criança sinta fome na próxima refeição.

. Fazer das refeições momentos tranquilos, com toda a família reunida e a criança sentada à mesa.

. Não forçar a criança a comer tudo. Ela possui mecanismos internos de saciedade que determinam a quantidade que necessita ingerir. “Ofereça uma pequena quantidade de comida e, quando terminar, pergunte se ela deseja mais. Não use recompensas, chantagens, subornos ou castigos se a criança não comer, pois isso pode reforçar a recusa alimentar”, observa Roseli Sarni.

Fonte: Qualitá
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