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MARANHÃO

Lençóis Maranhenses é repleto de lagoas

Canário e Rondelli
Caminho de Rio Novo para Caburé, entre dunas e carnaúbas
Os lençóis maranhenses ocupam uma área de 155 mil hectares, cheia de dunas e lagoas de água doce. A força das areias - em constante movimento por causa dos ventos - é colossal. Para se conhecer esta região é preciso ir até Barreirinhas, que pode ser alcançada de ônibus por linha regular saindo da rodoviária de São Luis do Maranhão com 9 a 10 horas de viagem em estrada de terra - ou de avião fretado (40 min de vôo) a partir do aeroporto Cunha Machado em São Luis Fone(098) 225-2882. Em Barreirinhas pode-se alugar um barco, lancha (voadeira) ou usar a barca regional (tipo gaiola) para descer o Rio Preguiça. A viagem proporciona belas paisagens : manguezais com garças, caranguejos e mergulhões, a praia do alazão (onde o vento vem trazendo as areias, soterrando os mangues e formando dunas fantásticas) e a região de vassouras (com areias e piscinas naturais).

No povoado de Mandacarú, o Farol das Preguiças - visita obrigatória, fornece uma vista panorâmica de toda a região (rios, matas, mangues e os próprios lençóis). Os barcos param na Barra do Preguiça, ao lado do povoado de Atins, onde começa o Parque. Uma caminhada de uma hora leva a uma paisagem única: quilômetros de dunas, lagoas, a foz do rio Preguiça e as águas do mar. A melhor época para visitas é entre maio e outubro, quando as chuvas formam piscinas de água doce entre as dunas.

Para Aventureiros - Saindo da cidade de Tutoia, pode-se ir de carro (aconselha-se que tenha tração nas quatro rodas - "4X4") até a cidade de Rio Novo, pequena vila de pescadores que margeia os pequenos lençóis. Rio novo possui uma população pequena, porém com uma cultura interessante. Conhecer a Masé, se hospedar na sua pousada e provar da sua comida é indispensável. No cair da noite, ir ao bar da ponte beber uns goles com os nativos ao som do banjo do dono do bar é renovador para o espírito. De Rio Novo para Barreirinhas pode-se ir também de 4X4 ou mesmo a pé pela praia. São 6 horas de caminhada até o Caburé, local que se difere de tudo que se conhece como paisagens. Chegando ao Caburé, procura-se o Paulinho, dono da única pousada do local (a pousada do Paulinho é feita de palha de Buriti muito peculiar), para comer um ensopado de camurupim, peixe da região, e depois ir de barco para Barreirinhas e se hospedar na pousada do Baiano, grande contador de histórias, que pode ajudar também na ida aos lençóis por outro caminho. Não deixe de conhecer a Queimada do Brito, comunidade que vive no meio dos lençóis, isolada do resto do mundo. Depois vá a Travosa - são dois dias de caminhada pelas dunas dos lençóis. (não esqueça a bússola ou o GPS - uma espécie de bússola do ano 2000). Travosa é o fim da linha para as caminhadas. Para continuar, só de barco. Vá até Primeira Cruz e logo depois vem São Luis, a capital do Maranhão.

DICAS - Tutoia: dormir e comer no Tutoia Palace Hotel, aproveitar para conhecer o Delta do Rio Parnaíba. Rio Novo: Pousada da Masé para hospedagem e alimentação. O Bar da Ponte oferece boa música regional ao vivo. Caburé: Pousada do Paulinho. Vale a pena passar uma noite num barraco de palha. Barreirinhas: Pousada do Baiano: ele sabe muito sobre os lençóis maranhenses. Existe uma ONG que trabalha na preservação dos lençóis, vale a pena conhecer o responsável, que se chama José de Ribamar "Ribinha", para ficar sabendo o que tem sido feito em prol do parque. Há também um posto do IBAMA. Na região dos lençóis existe uma bebida típica fabricada a base de mandioca que se chamada de tiquira. Vale a pena conferir, mas não muito.

Zero Hora/ Agência RBS

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