Foto: Agência de Turismo MaraMazon (www.maramazon.com)
O nome Floresta dos Guarás provém do guará, ave
de plumagem vermelha tradicional na região. Em
meio à mata, encontra-se a maior floresta de
manguezais do planeta, que conta com ilhas, baías
e praias. O ecossistema é considerado um dos
trechos selvagens mais preservados do litoral
brasileiro.
Foto: Agência de Turismo MaraMazon (www.maramazon.com)
A Floresta dos Guarás é um destino ecológico para
aqueles que buscam regiões intocadas pelo homem,
longe de aglomerações e sem se preocupar com o
conforto tradicional das grandes cidades. Pode-se
chegar ao local por aeronaves fretadas ou ferry boat’s
(transporte mais comum), partindo de Ponta da
Espera, em São Luís, até Alcântara. O restante do
percurso é rodoviário.
Foto: Agência de Turismo MaraMazon (www.maramazon.com)
A Floresta dos Guarás é repleta de manguezais
(algumas árvores podem chegar a 40 metros de
altura), responsáveis pelo equilíbrio ambiental de toda
zona costeira. Além disso, eles servem de abrigo para
inúmeras espécies da fauna aquática. É no litoral do
município de Cururupu que está localizado o maior
arquipélago costeiro do Brasil, o de Maiaú.
Foto: Leonardo Parap
Entre o Oeste do Maranhão e o Leste do Pará fica a
área de ocupação mais antiga da Amazônia, por isso
apresenta sinais de desmatamento. No entanto, no
meio dessa biodiversidade, vários fragmentos da
floresta sobreviveram à exploração, a maioria deles
mananciais e nascentes de águas cristalinas. A foto
mostra uma parte da mata, no município de Cedral.
Foto: Agência de Turismo MaraMazon (www.maramazon.com)
São aproximadamente 500 hectares de terreno (5
quilômetros quadrados), sendo 70% constituídos por
dunas de areia. Em época de chuvas, algumas se
enchem de águas pluviais cristalinas. A ilha também
conta com praias desertas, manguezais, restinga e
uma comunidade de pescadores. Além disso,
acredita-se que o décimo-sexto rei de Portugal, Dom
Sebastião, vive ali na forma de um touro encantado,
depois de desaparecer na luta contra os mouros.
Foto: Agência de Turismo MaraMazon (www.maramazon.com)
Um dos passeios mais interessantes da Ilha dos
Lençóis é apreciar a revoada dos guarás vermelhos,
quando retornam ao seu ambiente no fim da tarde.
Caminhadas ecológicas ao redor da ilha também são
boas dicas de passatempo. Outra sugestão é visitar o
Museu Memorial Rei Sebastião, um importante acervo
de livros, fotos, revistas e objetos em referência às
lendas, à geografia e à cultura da ilha. Possui
pousadas rústicas para a hospedagem. Apreciar o pôr
do sol nas dunas é um dos programas imperdíveis.
Foto: Agência de Turismo MaraMazon (www.maramazon.com)
Uma das tantas outras que compõem a Reserva
Extrativista Marinha de Cururupu (Resex). Possui
encantadores vilarejos de pescadores, coqueirais,
manguezais e praias desertas. Por falta de estrutura e
de algumas diretrizes relativas à atividade turística,
ela ainda não está aberta para visitação regular com
pernoite.
Foto: J. Diniz / Governo do Estado do Maranhão
Trata-se de um singelo vilarejo de pescadores, em
Cedral. Conta com uma pousada simples (Praia
Bonita), a cinco minutos da Praia de Barreirão. Dela
partem passeios de barco pela floresta de
manguezais da região, trilhas pelas restingas e
algumas praias desertas. Também oferece vista para
a revoada dos guarás. É o roteiro mais acessível para
quem quer conhecer a Floresta Amazônica.
Foto: Agência de Turismo MaraMazon (www.maramazon.com)
Vista da pousada Praia Bonita para o mar, em
Pericáua. Ao fundo, as “ilhas de areia”, regionalmente
chamadas de “croas”, surgem em época de maré
baixa. O Maranhão, aliás, é o Estado que tem a maior
variação de marés do Brasil e, no mundo, fica em
quinto lugar. A região ainda não recebe o turismo de
massa, portanto, é um ótimo lugar para curtir a
paisagem com bastante sossego.
Foto: Agência de Turismo MaraMazon (www.maramazon.com)
Os passeios de barco em Cedral levam às nascentes
e aos igarapés de águas cristalinas (foto), formados
na época de estiagem. Tudo no meio de uma frondosa
vegetação tropical. No vilarejo de Pericáua, a
travessia pelo mar também revela praias desertas,
como a de Suassoitá, totalmente preservada.
Foto: Agência de Turismo MaraMazon (www.maramazon.com)
Também faz parte da Resex. É formada por uma vila
de pescadores (a pesca é a maior fonte de renda do
lugar), coqueirais e uma extensa praia onde crescem
pés de murici, caju e guajeru. Acredita-se que seu
nome surgiu em 1838, depois que alguns caçadores
adentraram a ilha e só encontraram pés de cuia.
Foto: J. Diniz / Governo do Estado do Maranhão
Uma das mais antigas celebrações do Maranhão,
datada do século 18. Sua comemoração varia entre 9
e 13 noites no mês maio. Nela, ao som de tambores
(caixas), os participantes retratam a época do Brasil
colonial em homenagem ao Espírito Santo. Segundo a
crença, o tocar da caixa imita o farfalhar das asas do
espírito, lembrando sua vinda à Terra.
Foto: Governo do Estado do Maranhão
O município foi fundado em 1841. Seu nome, na
língua tupi, significa barulho de sapo, através da
junção kururu “sapo” e pu “barulho”. Tem uma
população de quase 36 mil habitantes e seu litoral,
quase totalmente dentro da reserva Extrativista
Marinha de Cururupu, possui inúmeras ilhas, como
Lençóis, Caçacueira, Mangunça (foto), entre outras. É
a principal porta de entrada à Floresta dos Guarás.
Foto: Agência de Turismo MaraMazon (www.maramazon.com)
Há sete anos, o povoado de Aquiles Lisboa, a 22
quilômetros de Cururupu, realiza a tradicional Regata
da Independência, uma competição disputada entre
os pescadores locais e que pode se tornar parte do
calendário turístico do Maranhão. Geralmente
celebrado no mês de setembro, o evento, além de
movimentar os moradores da região, contribui para a
economia local.
Foto: J. Diniz / Governo do Estado do Maranhão
É definida pelos próprios moradores da região como
distante de tudo, tranquila e paradisíaca. As casas
mais próximas não possuem energia elétrica e é
comum ver por ali o balé das garças e a passagem de
pescadores pelo mar, de água calma. Antes do
anoitecer, um espetáculo à parte: o pôr do sol, digno
de muitas fotos.
Foto: J. Diniz / Governo do Estado do Maranhão
É uma celebração baseada na música, dança, fé e
diversão, realizada em Cururupu. É comemorada nos
festejos de São Benedito, entre setembro e outubro.
Três tipos de tambores figuram no evento. O primeiro,
tambor grande, funciona como o solo do conjunto; o
segundo, sucador, dá ritmo à marcação, enquanto o
terceiro, quirimbador, faz um som mais rápido. Nessa
reunião, os homens tocam os instrumentos, e as
mulheres dançam e cantam.
Foto: Prefeitura Municipal de São Luís / Divulgação
A região oferece acomodações simples, boa parte em
Cururupu. Confira:
Pousada Praia Bonita
Vilarejo de Pericáua, Cedral
Tel.: (98) 8409-4238
www.pousadapraiabonita.net
Diárias a partir de R$ 100* para duas pessoas e sem
café da manhã incluso (baixa temporada).
Pousada Maiaú
Ilha dos Lençóis, Cururupu
Tel.: (98) 8458-7401
Diárias a partir de R$ 50* para duas pessoas e com
café da manhã incluso (baixa temporada).
Pousada Ilha dos Lençóis
Ilha dos Lençóis, Cururupu
Tel.: (98) 8407-4256
Diárias a partir de R$ 30* para duas pessoas e com
café da manhã incluso (baixa temporada).
Pousada Recanto das Aves
Ilha dos Lençóis, Cururupu
Tel.: (98) 8882-8003 / (98) 8416-8010
Diárias a partir de R$ 50* para duas pessoas e sem
café da manhã incluso (baixa temporada).
Foto: Shutterstock
Foto: Shutterstock
Por se tratar de um destino ainda com pouca
infraestrutura turística, o melhor é escolher uma
agência de turismo. A MaraMazon faz passeios para
boa parte do polo da Floresta dos Guarás
(www.maramazon.com / (98) 3235.3994). Na Ilha dos
Lençóis, uma dica de passeio noturno é chamar o
“Xengo”. Trata-se de um compositor da região que
conta histórias, lendas e, claro, solta a voz com
canções que fazem referência à ilha.
Foto: Shutterstock