Delta das Américas

Também conhecido como Delta do Parnaíba (por
estar sob influência do Rio Parnaíba), é o maior do
continente em mar aberto (por isso Delta das
Américas). Ocupa uma extensão de 2,7 mil
quilômetros quadrados e é formado por cerca de 80
ilhas e ilhotas. Faz divisa com o Piauí, sendo 70%
de sua área localizada no Maranhão. Esse raro
fenômeno também ocorre no Rio Nilo, na África, e
no Rio Mekong, na Ásia.

Foto: Morais Brito / www.deltadoparnaiba.com.br

Fauna e flora abundantes

O Delta do Parnaíba é a quarta maior bacia
hidrográfica do Brasil (a primeira é a do Amazonas).
Desbravá-lo significa se deparar com uma vista
plena de rios, igarapés (canais estreitos), dunas de
areia, lagoas de água límpida, além de abundantes
flora e fauna. Tutoia, Paulino Neves e Araioses são
os principais municípios maranhenses que levam o
turista ao local, que tem acesso por mar e terra.
Quando ir? O ano inteiro.

Foto: Morais Brito / www.deltadoparnaiba.com.br

Tesouro natural

O santuário é formado por cinco braços (Igaraçu,
Canárias, Caju, Melancieira e Tutoia), que, juntos,
desenham a letra grega delta, em forma de triângulo.
Dentre as belezas naturais, uma curiosa história
acerca a região. Em 1571, acredita-se que o
navegador português Nicolau de Resende tenha
naufragado na divisa entre Maranhão e Piauí.
Enquanto tentava resgatar o ouro perdido, descobriu
“por acaso” o Delta do Parnaíba e, em seus relatos,
questionou se esse acidente geográfico resistiria aos
futuros exploradores.

Foto: Morais Brito / www.deltadoparnaiba.com.br

Ecoturismo de qualidade

Passear pelo Delta das Américas é se deparar com
dunas, manguezais, rios e dezenas de ilhas e ilhotas,
algumas habitadas por pescadores. Durante o
percurso, é possível observar a riqueza da fauna e da
flora da região – uma rica biodiversidade que se
traduz em excelente opção tanto para os amantes de
ecoturismo quanto para quem deseja conhecer um
pouco das belezas naturais maranhenses.

Foto: Morais Brito / www.deltadoparnaiba.com.br

Araioses

A cidade é uma das portas de entrada para o delta
maranhense. Já foi aldeia, vila e povoado, até ser
fundada em 1938 pelo português João de Deus Magu.
Conta com vários pontos turísticos, dentre eles praias
(do Caju, Farol, Meio, dos Guarás e Poldros) e ilhas
(do Caju, Carrapato, das Canárias e dos Poldros).
Suas principais atividades econômicas são
agricultura, pesca, comércio, turismo e coleta de
caranguejo. Possui uma população de
aproximadamente 43 mil habitantes.

Foto: Morais Brito / www.deltadoparnaiba.com.br

Praça Viva

Araioses também é famosa pela produção de
artesanatos, feitos dos mais variados materiais, como
palha de carnaúba (árvore que oferece uma infinidade
de usos), madeira, cerâmica, ferro e tecido. Um dos
pontos turísticos do distrito é a Praça Viva (foto), onde
ao longo do ano são realizados eventos musicais,
infantis, gastronômicos, entre outros. O local dá vista
para o Rio Santa Rosa, um dos cinco braços do Rio
Parnaíba.

Foto: Mário Lucio Araújo

Igreja Matriz Nossa
Senhora da Conceição

É um dos edifícios mais antigos de Araioses, fundado
em 1748. Entre 30 de novembro e 8 de dezembro, o
santuário realiza a festa da padroeira da cidade, que
dá nome à igreja. Trata-se de um evento que dura
nove dias, sendo os oito primeiros compostos por uma
programação religiosa com missas. No último, no
entanto, música ao vivo de ritmos variados e barracas
com comida tomam conta do local.

Foto: Mário Lucio Araújo

Ilha das Canárias

Fica em Araioses e é a segunda maior ilha do Delta
das Américas, sendo habitada praticamente por
pescadores. Acredita-se que seu povoamento
começou no início do século 19 com a chegada de
pescadores em busca de peixes. Seu nome provém da
grande quantidade de pássaros e também de uma
planta chamada canarana, abundante no local. Hoje,
a ilha é considerada área de preservação ambiental e
possui hotéis e restaurantes.

Foto: Morais Brito / www.deltadoparnaiba.com.br

Ilha do Caju

A Ilha do Caju fica no município de Araioses, a cerca
de 40 quilômetros da cidade. Tem uma extensão
aproximada de 100 quilômetros quadrados e uma
plantação de caju no centro (daí a origem de seu
nome). Antes de abandonar a região, acredita-se que
os jesuítas teriam enterrado um tesouro ali, até hoje
não encontrado. É uma propriedade particular mantida
por uma família de origem inglesa desde 1847.

Foto: Morais Brito / www.deltadoparnaiba.com.br

Refúgio Ecológico

A Ilha do Caju é uma região preservada, onde é
possível ver jacarés, raposas, tartarugas marinhas,
macacos, pica-paus, entre outros animais selvagens.
Para visitar a ilha, é necessário fazer uma reserva no
Refúgio Ecológico Ilha do Caju (a única pousada do
local) e pagar uma taxa ambiental no valor de R$ 15.
Visitar a Praia do Caju e fazer trekking são boas dicas
de passeios.

Foto: Morais Brito / www.deltadoparnaiba.com.br

Carnaubeiras

Trata-se de um pequeno povoado localizado dentro
de Araioses, a 25 quilômetros do centro. Seu nome
provém da enorme quantidade de carnaúba (árvore)
plantada na região. A cidadezinha possui pouca (ou
nenhuma) estrutura turística, mas, por meio dela, o
caminho até a Ilha do Caju é encurtado, em média, 50
minutos de barco (ou rabeta, uma embarcação de
madeira com um motor). A visita é válida pela bela
paisagem natural do ambiente.

Foto: Morais Brito / www.deltadoparnaiba.com.br

Paulino Neves

É uma pequena e simpática cidade sob influência do
Delta das Américas. Com pouco mais de 15 mil
habitantes, foi fundada em 1994 ao se desmembrar
dos municípios de Tutoia e Barreirinhas.
Curiosamente, seus moradores preferem chamar a
região de Rio Novo – rio de apenas cem anos que
banha a região, formado pelo rompimento de uma
lagoa próxima. O local ainda abrange os Pequenos
Lençóis maranhenses, repleto de dunas e lagoas de
água doce.

Foto: Prefeitura de Paulino Neves

Pequenos Lençóis

Diferenciam-se dos Grandes Lençóis Maranhenses
pelo tamanho das dunas, que podem atingir até 30
metros de altura, e pela cor da areia mais amarelada
(uma explicação seria o fato de essa areia ser
proveniente do Rio Parnaíba, e não do mar e do
mangue, como no caso dos grandes Lençóis). O
ambiente é formado por pequenas lagoas próprias
para banho, que são resultado da água das chuvas
nos meses de março, abril e maio, e belas praias.

Foto: Agência de turismo MaraMazon / www.maramazon.com

Areia e lagoas

Os pequenos Lençóis ficam mais próximos de
Parnaíba, no Piauí, enquanto os grandes, perto da
capital maranhense. Uma parte desse ecossistema
está localizada em Paulino Neves, e outra em Tutoia.
Caminhar pela região e, no final, se render ao banho
em umas das lagoas é uma ótima dica. Pode ser
acessado por terra e mar.

Foto: Shutterstock

Tutoia

É a cidade com melhor ponto de partida para se
conhecer o Delta das Américas, pois está localizada
ao lado dos Pequenos Lençóis (20 minutos a pé do
centro) e em frente ao Delta. Praias da Barra,
Arpoador, do Amor e da Moita Verde são algumas das
mais visitadas da região, assim como o Balneário de
Lagoinha. Além dos recursos naturais, Tutoia também
se destaca pelas manifestações religiosas e
populares, como a Dança do Caroço, festa da
padroeira da cidade (Nossa Senhora de Nazaré) e
festa de São Francisco. Sua população é estimada
em 53 mil habitantes.

Foto: Prefeitura Municipal de Tutoia

Praia do Arpoador

É um das principais de Tutoia, assim como as praias
dos Namorados e do Amor. A região tem despertado o
interesse de investidores, tanto que alguns terrenos já
foram comprados da população nativa para
investimentos no setor turístico. Fica a
aproximadamente 15 quilômetros do centro de Tutoia
e é um bom lugar para tomar sol e relaxar.

Foto: Shutterstock

Lagoinha

Está localizada em Tutoia, no Balneário de Lagoinha,
a 8 quilômetros do centro. Sua água é clara e perene,
o que possibilita um banho relaxante. Na margem,
alguns restaurantes oferecem diversos pratos com
frutos do mar, ou, para os fãs de carne branca, até
galinha caipira. Uma vez em Tutoia, reserve algum
tempo para visitar Lagoinha.

Foto: Morais Brito / www.deltadoparnaiba.com.br

Onde ficar

Tutoia e Araioses oferecem as melhores opções de
hospedagem. Confira:


Pousada Jagatá
Avenida Beira Mar, 1.000 (Praia da Andreza), Tutoia
Tel.: (98) 3479-1551
www.pousadajagata.com.br
Diárias a partir de R$ 140* para duas pessoas e com
café da manhã incluso (baixa temporada).


Tutóia Palace Hotel
Avenida Paulino Neves, 1.100 (Centro), Tutoia
Tel.: (98) 3479-1115
Diárias a partir de R$ 110* para duas pessoas e com
café da manhã incluso (baixa temporada).


Pousada dos Guarás
Hermes da Fonseca, 121 (Centro), Tutoia
Tel.: (98) 3479-1341
Diárias a partir de R$ 120* para duas pessoas e com
café da manhã incluso (baixa temporada).


Portal do Delta
Rua Iacy Machado, 1 (Conjunto João Machado),
Araioses
Tel.: (98) 3478-1124
Diárias a partir de R$ 40* para duas pessoas e com
café da manhã incluso (baixa temporada).


* Preços sujeitos a alterações

Foto: Shutterstock

Onde comer

Paulino Neves, Araioses e Tutoia contam com
restaurantes simples, mas de boa comida.


Aline Restaurante (cozinha típica)
Rua Rio Novo, 13 (Centro), Paulino Neves
Tel.: (98) 3487-1150


Pousada Recanto dos Pássaros (cozinha variada)
Ilha das Canárias (Galego), Araioses
Tel.: (86) 9977-4411


Bar e restaurante lagoinha (cozinha típica)
Rodovia MA 315, na entrada sentido Paulino Neves
(Lagoinha), Tutoia
Tel.: (98) 3479-9042

Foto: Shutterstock

Lazer

A vida noturna em Araioses, Paulino Neves e Tutoia
conta com poucas opções de bares e casas noturnas.
Uma das opções em Araioses é o bar 100% Natureza,
na Avenida Doutor Paulo Ramos, sem número. O
lugar é bastante frequentando por moradores e
turistas, com direito a um delicioso peixe assado e, às
vezes, música ao vivo. Essas regiões, no entanto,
ganham mais animação em datas comemorativas,
como a celebração da padroeira de Araioses, Nossa
Senhora da Conceição, no dia 8 de dezembro, e a
festa do Bumba-meu-boi, entre junho e julho. Os dias
19 de março, 10 de novembro e 28 de março
representam o aniversário de cada cidade,
respectivamente. Nessas ocasiões, música, bebida e
comida predominam.

Foto: Shutterstock