Você sabia? Padre Marcelo Rossi já foi investigado pelo Vaticano
Foto: Wikimedia Commons / Bruno Covas
Padre Marcelo Rossi, uma das figuras religiosas mais populares do Brasil, foi investigado pelo Vaticano por aproximadamente dez anos, de 1999 até 2009. A apuração teve origem em uma denúncia anônima feita por um religioso brasileiro, que o acusava de culto ao personalismo, exibicionismo excessivo na televisão e desvirtuamento das práticas católicas.
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Segundo o colunista Ricardo Feltrin, o caso ficou sob responsabilidade do então Dicastério para a Doutrina da Fé, liderado à época por Joseph Ratzinger, que posteriormente se tornaria o Papa Bento XVI. Durante esse período, o órgão recebia regularmente imagens das participações do padre em programas de televisão de grande audiência.
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Entre 2004 e 2005, Padre Marcelo Rossi e o bispo Dom Fernando estiveram próximos de ser convocados ao Vaticano para prestar esclarecimentos. A morte do Papa João Paulo II, em abril de 2005, adiou qualquer decisão disciplinar. Ainda de acordo com Feltrin, o sacerdote esteve perto de ter suas atividades suspensas, o que o impediria de celebrar missas, administrar sacramentos e lançar produtos religiosos.
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Em 2007, durante a visita do Papa Bento XVI ao Brasil, Padre Marcelo teria sido impedido de se encontrar com o pontífice por integrantes do Dicastério, sob a justificativa de que ainda era alvo de investigação. Anos depois, o próprio padre confirmou o episódio.
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A investigação foi encerrada em 2009, sem a aplicação de sanções. Em 2010, Padre Marcelo Rossi se encontrou com Bento XVI e recebeu um prêmio como Evangelizador Moderno. Na época da divulgação da reportagem, sua assessoria informou não ter conhecimento das informações.
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Padre Marcelo Mendonça Rossi nasceu em 20 de maio de 1967, na cidade de São Paulo. Filho de Antônio Celso Rossi e Olga Mendonça Rossi, tornou-se uma das figuras religiosas mais conhecidas do país a partir do final da década de 1990.
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Antes de ingressar na vida religiosa, cursou Educação Física na USP. Posteriormente, entrou para o seminário e concluiu os estudos em Filosofia e Teologia, conforme a formação exigida pela Igreja Católica Apostólica Romana para a ordenação sacerdotal.
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Foi ordenado sacerdote em 1994, na Diocese de Santo Amaro, em São Paulo. Nos primeiros anos de ministério, atuou em paróquias locais e passou a reunir grandes públicos em celebrações religiosas, especialmente em missas realizadas em espaços amplos.
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A projeção nacional ocorreu com a transmissão de missas e participações frequentes em programas de televisão de grande audiência. Essa exposição ampliou o alcance de suas atividades pastorais e o tornou conhecido além do meio religioso.
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Em 1998, lançou o álbum “Músicas para Louvar o Senhor", que se destacou nas paradas musicais brasileiras. O disco alcançou elevado volume de vendas e consolidou sua presença no mercado fonográfico religioso, com repertório voltado à música cristã contemporânea.
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Em 2000, foi lançado o álbum “Canções para um Novo Milênio". O disco obteve certificações de vendas expressivas.
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No ano seguinte, lançou “Paz – Ao Vivo", gravado durante celebrações religiosas com grande público. O trabalho manteve forte repercussão comercial e figurou entre os discos mais vendidos do país naquele período.
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Ele ainda lançou diversos outros álbuns como “Um Presente Para Jesus", “Anjos", “Minha Benção" e “Imaculada”.
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Entre músicas conhecidas de seu repertório estão “Anjos de Deus”, “Noites Traiçoeiras”, “Ágape Musical”, “Sou Feliz”, “O Amor É Tudo” e “Erguei as Mãos”. Essas canções passaram a integrar celebrações religiosas e eventos católicos em diferentes regiões do Brasil.
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Além da música e das missas, Padre Marcelo Rossi publicou livros de temática religiosa, participou de eventos católicos de grande porte e manteve atuação contínua como sacerdote.
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Em 2013, revelou ter sido diagnosticado com depressão, após um período prolongado de dificuldades relacionadas à saúde mental. Segundo o próprio sacerdote, o tratamento envolveu acompanhamento profissional especializado, cuidados com a saúde física e apoio psicológico contínuo, tudo enquanto mantinha suas atividades religiosas conforme orientação médica.
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Sua depressão foi muito associada a mudanças significativas de peso, registradas em aparições públicas e em imagens divulgadas por ele próprio. Em publicações nas redes sociais, compartilha comparações de sua aparência física em diferentes períodos e alertou que a depressão é uma condição de saúde que exige atenção e tratamento adequado.
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Mesmo após a melhora do quadro, Padre Marcelo Rossi informou que segue em acompanhamento psicológico, especialmente após a morte de seu pai, Antônio Rossi, em outubro de 2022, em decorrência de complicações de um câncer.
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