Evandro Teixeira foi um dos maiores fotojornalistas do Brasil; relembre suas fotos marcantes
Um dos maiores nomes do fotojornalismo brasileiro, o baiano Evandro Teixeira morreu nesta segunda-feira (4/11), em decorrência de complicações de uma pneumonia. Ele tinha 88 anos.
Foto: reprodução/Andre Arruda
Teixeira estava internado na Clínica São Vicente, que fica na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Foto: reprodução/globonews
O corpo do fotojornalista será velado nesta terça-feira (5/11), das 9h às 12h, no Palácio Pedro Ernesto, sede da Câmara dos Vereadores.
Foto: flickr - Fernando Dall'Acqua
Em nota, o Palácio do Planalto lamentou a morte do fotojornalista: "[...] Deixa um acervo de mais de 150 mil fotos, com imagens que fazem parte da história do Brasil”.
Foto: reprodução/globonews
Muito premiado no Brasil e em outros países, Teixeira registrou momentos históricos no período da ditadura militar no Brasil.
Foto: Reprodução/New Mag
O fotógrafo deixa sua esposa, Marli, com quem estava casado há mais de 60 anos, além de duas filhas e três netas.
Foto: reprodução/youtube
Evandro Teixeira nasceu no município de Irajuba, um povoado a 307 km de Salvador, na Bahia, em 1935.
Foto: Reprodução/Facebook
Evandro Teixeira capturou, quase sempre em preto e branco, muitos dos acontecimentos mais significativos da segunda metade do século 20.
Foto: Acervo IMS/Evandro Teixeira
Depois de estudar fotografia à distância ainda na juventude, Teixeira iniciou sua carreira jornalística em 1958, no jornal O Diário de Notícias, de Salvador.
Foto: reprodução/globonews
Pouco tempo depois, ele foi convidado para trabalhar no Diário da Noite, no Rio de Janeiro.
Foto: reprodução/globonews
Em 1958, Teixeira passou a integrar a equipe do Jornal do Brasil, onde se tornou uma lenda do fotojornalismo ao longo de 47 anos.
Foto: reprodução/globonews
Ao longo de quase sete décadas de carreira, Evandro Teixeira documentou eventos históricos, como o golpe militar de 1964 e a tomada do Forte de Copacabana, ocorrida em 1º de abril daquele ano.
Foto: reprodução instagram
Para captar essas imagens, ele escondeu sua câmera e, acompanhado de um amigo militar, disfarçou-se de oficial sem uniforme.
Foto:
Assim, conseguiu capturar a imagem icônica que estampou a capa do Jornal do Brasil no dia seguinte: militares em contraluz sob a chuva, numa composição poética.
Foto: Acervo IMS/Evandro Teixeira
"Tirei o filme da câmera, botei na meia. Na saída, tive que mostrar a câmera, mas já estava com o filme escondido", relembrou certa vez o fotógrafo.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Por meio de suas lentes, Evandro Teixeira foi essencial para eternizar a resistência aos horrores da ditadura no Brasil.
Foto: divulgação/evandro teixeira
Entre suas imagens mais emblemáticas está a da enorme multidão de cariocas reunida na Passeata dos 100 Mil em 1968, na Cinelândia, no Centro do Rio.
Foto: Acervo IMS/Evandro Teixeira
Outra foto icônica foi a de um estudante caindo no chão enquanto era perseguido por dois policiais em meio à correria e ao caos que tomaram o Centro do Rio em um dia de repressão.
Foto: Acervo IMS/Evandro Teixeira
Em mais um registro de repressão policial, Teixeira capturou agentes montados a cavalo perseguindo manifestantes na Candelária, no Centro do Rio.
Foto: Acervo IMS/Evandro Teixeira
Em setembro de 1973, Evandro Teixeira registrou momentos do golpe militar no Chile, que culminou na morte do presidente Salvador Allende.
Foto: Acervo IMS/Evandro Teixeira
Em uma das fotos mais marcantes, flagrou presos políticos encarcerados, em condições precárias, no subsolo do Estádio Nacional, em Santiago.
Foto: Acervo IMS/Evandro Teixeira
Em outra, registrou o adeus a um dos ícones da esquerda no Chile, o poeta Pablo Neruda.
Foto: Acervo IMS/Evandro Teixeira
Evandro Teixeira também capturou em suas fotos figuras como Pelé e Ayrton Senna, registrou a visita da Rainha Elizabeth e do papa João Paulo II ao Brasil, e documentou a fome, a pobreza e festas populares, como o carnaval.
Foto: Acervo IMS/Evandro Teixeira
Diversas obras do acervo de Teixeira podem ser encontradas no Museu de Arte de São Paulo (Masp), no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ) e no Instituto Moreira Salles, também no Rio.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Foto: reprodução/Andre Arruda