Caçulas da história: Os países mais novos do mundo
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O mundo conta atualmente com 193 países reconhecidos oficialmente pela Organização das Nações Unidas (ONU), distribuídos entre seis continentes e representados por fronteiras políticas definidas ao longo da história. Além dessas nações, existem territórios e Estados autodeclarados independentes que ainda não integram formalmente a entidade internacional. Esse cenário demonstra que o mapa político global continua em transformação, impulsionado por processos de descolonização, conflitos regionais e acordos diplomáticos. Nas últimas décadas, alguns países passaram a existir recentemente, conquistando sua independência apenas no fim do século XX ou já no século XXI. Essas jovens nações surgiram após longos períodos de disputas territoriais ou administrações estrangeiras. A revista Superinteressante realizou um levantamento reunindo as dez nações mais jovens do mundo, destacando aquelas que se tornaram oficialmente soberanas há poucos anos e passaram a integrar o conjunto de países reconhecidos internacionalmente.
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As histórias dos “caçulas” do planeta revelam que a formação de países é um processo contínuo e ainda em andamento no mundo contemporâneo. Muitas dessas nações recentes enfrentam desafios importantes, como a construção de instituições políticas, o fortalecimento da economia e a organização de serviços básicos para a população. Além disso, precisam consolidar sua identidade nacional, criando símbolos, leis e estruturas administrativas próprias. O reconhecimento internacional também é um passo fundamental para garantir participação em organismos globais e acesso a acordos diplomáticos e comerciais. A lista apresentada mostra como fatores históricos, étnicos e geopolíticos influenciaram o surgimento desses novos Estados. Conhecer as nações mais jovens do mundo ajuda a compreender como o cenário internacional permanece dinâmico, com fronteiras que se redefinem e sociedades que buscam afirmar sua autonomia, mesmo em pleno século XXI.
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1º lugar: Sudão do Sul, na África Oriental. É o país mais novo do mundo, criado oficialmente em 9 de julho de 2011, após um referendo em que 98% da população votou pela independência.
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Como o próprio nome indica, o país fica ao sul do Sudão. Ocupa uma área de cerca de 620 mil km², e sua capital é Juba. O Sudão do Sul tem aproximadamente 10,9 milhões de habitantes, segundo dados do Banco Mundial (2022).
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2º lugar: Kosovo, no sudeste da Europa. Localizado no noroeste da Península dos Bálcãs, o país conquistou sua independência da Sérvia em 17 de fevereiro de 2008, ocupando a segunda posição da lista.
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Kosovo fez parte da antiga Iugoslávia, que se dissolveu completamente em 2003. A capital do país é Pristina, e as línguas oficiais são o albanês e o sérvio.
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3º lugar: Sérvia, no sudeste da Europa. Após a dissolução da Iugoslávia, a Sérvia formou, junto com Montenegro, a nação chamada Sérvia e Montenegro. No entanto, movimentos separatistas levaram ao desmembramento em 2006, após 14 anos de união.
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Situada na Península dos Bálcãs, a Sérvia tem Belgrado como capital. O país abriga belas paisagens, monumentos históricos e uma população superior a 6 milhões de habitantes.
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4º lugar: Montenegro. Um empate técnico com a “irmã” Sérvia nesta lista, já que ambas foram reconhecidas como independentes com apenas dois dias de diferença — sendo Montenegro, portanto, ligeiramente mais antigo.
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Tem como capital Podgorica, e a língua oficial é o montenegrino. Bem menor que a Sérvia, o país possui cerca de 600 mil habitantes.
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5º lugar: Timor-Leste, no Sudeste Asiático. Deixou de ser ocupado pela Indonésia em 20 de maio de 2002, tornando-se o primeiro Estado soberano do século XXI.
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A antiga colônia portuguesa tornou-se uma nação autônoma em 1975, mas, poucos dias depois, foi invadida pela Indonésia e anexada ao país, só reconquistando sua soberania 27 anos depois. É o único país da Ásia cuja língua oficial é o português.
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6º lugar: Palau, localizado na Oceania. É o país mais novo do continente. Pouco conhecido mundialmente, Palau fez parte de um território sob administração dos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial.
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Conquistou sua independência apenas em 1994. Sua capital é Ngerulmud, e estima-se que menos de 20 mil pessoas vivam nesse pequeno país insular.
Foto: Reprodução/ Visit Palau
7º lugar: Eritreia, no nordeste da África. O país fazia parte da Etiópia e, após cerca de 30 anos de luta pela independência, conseguiu tornar-se soberano em 1993.
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Tem Asmara como capital e cidade mais populosa. Embora sua Constituição estabeleça uma república presidencialista, o país nunca realizou eleições desde a independência.
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8º lugar: República Tcheca, localizada na Europa Central. Tornou-se independente junto com a Eslováquia em 1º de janeiro de 1993. As duas nações formavam a antiga Tchecoslováquia, criada após o fim da Primeira Guerra Mundial.
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A capital é Praga, também a cidade mais populosa, e estima-se que quase 11 milhões de pessoas vivam no país, cuja língua oficial é o tcheco.
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8º lugar (empate): Eslováquia, também localizada na Europa Central. Participou do mesmo processo de separação da República Tcheca e, por isso, ocupa a oitava colocação entre os países mais novos do mundo.
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A capital Bratislava é também a cidade mais populosa do país, que possui cerca de 5,7 milhões de habitantes. A língua oficial é o eslovaco, semelhante ao tcheco, embora apresente diferenças significativas.
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10º lugar: Macedônia, localizada no sudeste da Europa. O país passou a ser reconhecido como independente pela ONU em 1993 e fecha o grupo das dez nações mais jovens do mundo.
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É mais um dos países que se separaram da antiga Iugoslávia durante a década de 1990. Possui cerca de 2,1 milhões de habitantes, tem como língua oficial o macedônio, e sua capital é Escópia.
Foto: Reprodução/ Alina Mcleod
Observação: alguns portais apontam Barbados, no Caribe, como a nação mais jovem do mundo, por ter se tornado uma república em 2021, ao romper com a Monarquia Britânica. No entanto, Barbados já existe como país independente desde 30 de novembro de 1966.
Foto: OpenClipart-Vectors por Pixabay
Embora tenha permanecido por décadas sob a autoridade da Rainha Elizabeth II, Barbados já era um país independente. A situação era semelhante à de 42 outras nações, como Austrália e Jamaica, que reconhecem a monarquia britânica como chefe de Estado.
Foto: Imagem Free de NT Franklin por Pixabay
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