Arquipélago brasileiro formado por 21 ilhas vulcânicas abriga 'melhor praia do mundo' e se tornou um paraíso para golfinhos
Fernando de Noronha, em Pernambuco, é um arquipélago composto por 21 ilhas, ilhotas e rochedos de origem vulcânica conhecido por suas paisagens preservadas e rica vida marinha.
Foto: Divulgação/Governo de Pernanbuco
Um dos maiores destaques é a Baía dos Golfinhos, onde centenas — às vezes milhares — de golfinhos-rotadores aparecem ao amanhecer para descansar e se reproduzir, criando um espetáculo natural raro e constante.
Foto: Reprodução/YouTube
Descoberto em 1503 durante expedições portuguesas, o arquipélago passou por disputas entre europeus, abrigou fortificações como o Forte de Nossa Senhora dos Remédios e chegou a funcionar como presídio e base militar.
Foto: Wikimedia Commons/Carlos Scorzato
A partir de 1988, com a criação do Parque Nacional Marinho, cerca de 70% da área passou a ser protegida, consolidando Noronha como um dos principais destinos ecológicos do Brasil.
Foto: Wikimedia Commons/Lidia Marques
O arquipélago também é um centro vital de pesquisas para o Projeto Tamar, que monitora a desova de tartarugas marinhas em locais como a Praia do Leão e a Baía do Sueste.
Foto: Divulgação
A região abriga mais de 230 espécies de peixes, corais e naufrágios como o da Corveta Ipiranga. As águas quentes, influenciadas pela Corrente Sul Equatorial, mantêm temperatura média de 26 °C durante todo o ano, favorecendo mergulhos com excelente visibilidade.
Foto: Zaira Matheus/Acervo pessoal
As praias de Noronha são divididas entre o Mar de Dentro, voltado para o continente, e o Mar de Fora, com águas mais agitadas, voltado para o continente africano.
Foto: Divulgação Governo de Pernanbuco
Entre elas, a Baía do Sancho é recorrentemente eleita a melhor do mundo por sua beleza cênica e águas turquesas acessadas por fendas nas falésias.
Foto: Flickr Voice Nature world PLUS
Outros pontos imperdíveis incluem a Baía dos Porcos, com vista para o Morro Dois Irmãos, e a Trilha da Atalaia, que funciona como um aquário natural de acesso restrito.
Foto: Divulgação Governo de Pernanbuco
Além da natureza, o Forte de Nossa Senhora dos Remédios oferece uma imersão na história colonial e um dos melhores ângulos para o pôr do sol na ilha.
Foto: Reprodução/YouTube Viajantes de Estação em Estação
Manter esse nível de preservação exige regras rígidas e custos específicos para os visitantes. Em 2026, a Taxa de Preservação Ambiental (TPA) passou a custar a partir de 105,79 reais por dia.
Foto: Snow-surf/Wikimédia Commons
O valor é progressivo, ou seja, quanto mais dias, mais caro fica. O ingresso do Parque Nacional tem validade de dez dias e valores diferenciados para brasileiros e estrangeiros.
Foto: Divulgação Governo de Pernanbuco
Em 1990, foi criado o Projeto Golfinho Rotador, uma iniciativa brasileira de pesquisa e conservação dedicada ao estudo dos golfinhos-rotadores, especialmente os que frequentam a Baía dos Golfinhos.
Foto: Divulgação/Cynthia Gerling
A iniciativa surgiu com o objetivo de compreender o comportamento, a dinâmica populacional e a importância ecológica desses cetáceos, além de garantir sua proteção em um dos principais refúgios da espécie no mundo.
Foto: José Martins/Acervo pessoal
O projeto não atua apenas no mar, mas também na comunidade. Ele promove oficinas, palestras e atividades com os moradores e as crianças da ilha para fortalecer a consciência ecológica.
Foto: Divulgação
Graças a esse trabalho, a região se mantém como um dos ambientes mais seguros para os golfinhos-rotadores, servindo de referência mundial em conservação.
Foto: Reprodução @icmbionoronha
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Foto: Divulgação/Governo de Pernanbuco