Moveu as peças certas! O jogo de xadrez que salvou um prisioneiro russo da execução
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O esporte pode oferecer medalhas, troféus, fama, fortuna — e, em casos raros, até uma nova chance de viver. Ossip Bernstein, ucraniano e mestre do xadrez, é prova disso: sua habilidade no tabuleiro o salvou da execução em 1918 após ser preso pela polícia secreta bolchevique acusado de ser um contrarrevolucionário.
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Um comandante, ao descobrir sua fama como enxadrista, propôs um teste: se Bernstein vencesse uma partida, viveria. Assim, escapou da execução com um xeque-mate. Renomado advogado financeiro conhecido pela mente estratégica, antes da Revolução Russa ele assessorava banqueiros e acumulava prestígio intelectual e esportivo.
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Durante a Revolução Russa, muitos intelectuais e burgueses foram perseguidos pelos bolcheviques. Bernstein foi preso por seu passado ligado ao sistema financeiro czarista. No caos da guerra civil, sua vida dependia de uma jogada — literalmente.
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Diante do comandante, Bernstein jogou com frieza e genialidade. Em poucos lances, demonstrou sua maestria e venceu. Impressionado, o oficial libertou-o imediatamente. A partida virou lenda: um xeque-mate que derrotou a morte.
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Apreciado por milhões de pessoas no mundo, o xadrez é muito mais do que um simples jogo. Essa atividade é uma potente ferramenta que pode desenvolver habilidades cognitivas, emocionais e sociais e ajudar também no crescimento e aprendizado de crianças e jovens.
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A origem do xadrez ainda é motivo de debate entre os historiadores do enxadrismo. Contudo, a teoria mais difundida é que tenha sido criado na Índia, durante o Império Gupta, por volta do século VI.
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Sendo assim, o chaturanga, nome do antigo jogo de tabuleiro indiano, significa “os quatro elementos de um exército”, em sânscrito.
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Por outro lado, existem teorias alternativas que propõem que o xadrez tenha sido criado num período anterior, em diferentes localidades como China, Irã e Afeganistão.
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As similaridades entre o chaturanga e o Xiangqi, considerado a versão chinesa do xadrez, indicam que eles poderiam ter se influenciado mutuamente através do contato entre as civilizações através da rota da seda.
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Quando os muçulmanos invadiram a Pérsia, o jogo passou a ser chamado de shatranj, mas sem deixar de passar por algumas mudanças em suas regras. Nesta época, nasceram conceitos cruciais como o "xeque-mate".
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Por meio do comércio e das conquistas territoriais, o xadrez se expandiu por todo o mundo árabe, tornando-se ainda mais popular e com regras mais aprimoradas.
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A expansão do Império Islâmico fez com que o xadrez chegasse à Europa através da Espanha e da Itália. Em solo europeu, as regras se tornaram mais refinadas, enquanto as peças começaram a adquirir os movimentos que conhecemos atualmente.
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A forma atual do jogo surgiu no Sudoeste da Europa, na segunda metade do século XV, depois de ter evoluído de suas antigas origens persas e indianas.
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O xadrez chegou ao Brasil por volta de 1808, com Dom João VI. Assim, o imperador trouxe consigo o primeiro exemplar impresso de um trabalho sobre o jogo, popularizando-o entre a elite e, posteriormente, nas camadas mais populares da sociedade.
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Em 1886, aconteceu o primeiro Campeonato Mundial de Xadrez, onde Wilhelm Steinitz se consagrou como campeão. À medida que esta atividade se profissionalizou, surgiram figuras lendárias como Bobby Fischer, Anatoly Karpov e Garry Kasparov.
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Muito além dos aspectos competitivos, o xadrez traz grande impacto no desenvolvimento humano. Afinal, ele é uma ferramenta de aprendizado, inclusão e transformação.
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Ao incentivar habilidades como o pensamento crítico, a tomada de decisões e a resolução de problemas, ele ajuda na formação de jovens e crianças. Por isso, ele está presente em muitas escolas europeias, quer como disciplina curricular, quer como projeto complementar.
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O xadrez é um jogo de mesa de natureza recreativa e competitiva para dois jogadores. É praticado sobre um tabuleiro quadrado e dividido em 64 casas, alternadamente brancas e pretas.
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De um lado, ficam as 16 peças brancas e de outro um mesmo número de peças pretas. Cada jogador tem direito a um lance por vez, tendo como objetivo dar o xeque-mate no adversário.
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Cada jogador possui oito peões, duas torres, dois cavalos, dois bispos, uma rainha e um rei. Assim, a premissa do jogo é atacar o rei adversário até que ele não tenha qualquer escapatória. Quando isso acontece, temos o famoso “xeque-mate”.
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No jogo, existem oito peões perfilados lado a lado nas casas da penúltima fileira. Seus movimentos, então, são limitados a uma casa para frente. A única exceção é quando o peão ainda não foi movimentado, podendo andar duas casas para frente.
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As torres ficam posicionadas nas extremidades da última fileira de casas. Seus movimentos são horizontais ou verticais, sendo que elas não podem pular uma outra peça.
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Já os cavalos, posicionados ao lado das torres, andam em “L”. São duas casas para frente ou para atrás, e uma para o lado, existindo a possibilidade de pular possíveis peças no “trajeto”.
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Além disso, os bispos movem-se de forma diagonal em qualquer direção e até onde quiserem, mas não podem pular sobre outras peças.
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O rei sempre inicia o jogo na parte central da última fileira. Ele ficará na casa contrária à sua cor. Assim, sua movimentação é simples. Somente uma casa para qualquer direção ao seu redor, desde que ela esteja livre.
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A rainha, por sua vez, ficará ao lado do rei. Ela poderá se movimentar por todo o tabuleiro de forma direta, na diagonal, vertical ou horizontal, sem poder pular peças.
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Cabe destacar que o xadrez não é um esporte olímpico, mas a Federação Internacional de Xadrez (FIDE), fundada em 1927, realiza a sua própria Olimpíada. Magnus Carlsen e Ian Nepomniachtchi compartilharam o título do Campeonato Mundial de Xadrez Blitz de 2025.
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A rivalidade entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo foi retratada com uma foto marcante, da grife Louis Vuitton, no início da Copa do Mundo de 2022. Nela, os astros aparecem jogando xadrez.
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O xadrez também está presente em uma das franquias de maior sucesso do cinema internacional: Harry Potter.
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