'Meu nome é Cem': filha de Belchior celebra a trajetória do pai
A cantora Vannick Belchior anunciou a criação do projeto “Meu nome é Cem”, concebido como uma homenagem ao seu pai, o cantor, compositor e artista plástico Belchior, que faria 80 anos em 2026.
Foto: Reprodução do Instagram @vannickbelchior
A proposta tem como objetivo promover uma celebração que une música, literatura e artes visuais para revisitar a trajetória do artista, morto em 2017.
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A estreia do projeto está marcada para o dia 19 de março de 2026, no Blue Note SP, localizado na avenida Paulista, em São Paulo.
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Antônio Carlos Gomes Belchior nasceu em Sobral, no interior do Ceará, em 26 de outubro de 1946.
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Na juventude, Belchior viveu durante três anos em regime comunitário com frades italianos no mosteiro dos capuchinhos. Nesse período, dedicou-se ao estudo de latim, italiano e canto gregoriano, aprofundando sua formação cultural e espiritual.
Foto: Reprodução do Instagram @belchiorpensativo
Posteriormente, ingressou no curso de Medicina, mas decidiu interromper a graduação no quarto ano, em 1971, para seguir definitivamente o caminho da carreira artística.
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No fim da década de 1960, passou a integrar um grupo de jovens compositores cearenses, composto de nomes como Fagner, Ednardo e Amelinha. Esse movimento ficou conhecido como o “Pessoal do Ceará” e participou de festivais de música no Nordeste.
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Em 1971, mudou-se para o Rio de Janeiro. Pouco depois, teve suas composições gravadas por artistas consagrados, como Elis Regina, que incluiu “Mucuripe”, sua parceria com Fagner, entre faixas do disco de 1972.
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As interpretações de Elis foram decisivas para popularizar a obra de Belchior, levando suas letras a um público mais amplo. No disco “Falso Brilhante”, ela incluiu as canções “Como Nosso Pais” e “Velha Roupa Colorida”, que se tornaram clássicos do repertório do cearense.
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O reconhecimento nacional de Belchior veio também com o lançamento de seus primeiros discos autorais, especialmente a partir da metade da década de 1970.
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Em 1976, lançou “Alucinação”, considerado por muitos críticos um dos álbuns mais importantes da história da música popular brasileira.
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O disco trouxe canções como “Apenas um Rapaz Latino-Americano”, “Velha Roupa Colorida”, “Sujeito de Sorte” e “Como Nossos Pais”, que se tornaram clássicos.
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Nesse trabalho, Belchior abordou temas como juventude, identidade, inconformismo, amor, política e existencialismo, dialogando com a realidade de uma geração marcada pela ditadura militar e por intensas transformações sociais.
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As letras de Belchior destacavam-se pela linguagem direta, repleta de referências literárias, filosóficas e culturais.
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Ao mesmo tempo, suas canções mantinham forte apelo popular, com melodias acessíveis e arranjos que dialogavam com o folk, o rock e a música regional.
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Álbuns como “Coração Selvagem”, “Todos os Sentidos” e “Era Uma Vez um Homem e o Seu Tempo” consolidaram sua posição de destaque no universo da MPB.
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A partir da segunda metade dos anos 1980, embora continuasse produzindo e se apresentando, Belchior passou a ter menor visibilidade na grande mídia. Ainda assim, manteve uma base fiel de admiradores e seguiu lançando discos, muitos deles de forma independente.
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Nos anos 2000, Belchior chamou atenção por adotar uma vida mais reclusa, afastando-se quase completamente da cena pública. Passou a viver em diferentes cidades do Brasil e do exterior, evitando entrevistas e aparições.
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A partir de 2009, Belchior e sua companheira, Edna Assunção de Araújo, viveram em cidades do Rio Grande do Sul e do Uruguai. Durante esse período, o casal não teve residência fixa, sendo acolhido por amigos e fãs até a morte do artista.
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Belchior morreu em 30 de abril de 2017, aos 70 anos, na cidade de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. A autópsia constatou que a causa da morte foi uma ruptura de uma parede da artéria aorta.
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