Desfile que homenageou Rita Lee teve ala com discos voadores; cantora falava em ser 'abduzida'

O desfile da Mocidade Independente de Padre Miguel em homenagem à cantora Rita Lee foi um dos mais comentados do Carnaval carioca em 2026.

Foto: Flickr Eduardo Hollanda

O espírito irreverente da artista inspirou fantasias, carros e adereços criativos que empolgaram o público da Sapucaí.

Foto: Flickr Eduardo Hollanda

A proposta central do enredo foi denunciar a repressão, a tentativa de silenciar vozes dissidentes e a resistência artística de Rita Lee durante os anos de ditadura militar.

Foto: Reprodução/TV Globo

Porém, um outro aspecto curioso da vida da cantora foi retratado ao longo do desfile e chamou a atenção: sua crença em seres extraterrestres.

Foto: Reprodução/TV Globo

Ao longo da carreira, Rita Lee demonstrou de forma recorrente seu encantamento pelo mistérios do cosmos.

Foto: Reprodução/TV Globo

Em sua autobiografia, Rita brincava que não era deste planeta e que sua morte seria apenas um “retorno à nave-mãe”.

Foto: Chevrolet Hall Belo Horizonte - Flickr

Ela fez uso de imagens cósmicas e referências espaciais tanto em sua trajetória solo quanto nos tempos em que foi vocalista do grupo Os Mutantes.

Foto: Reprodução/Instagram

Letras que evocam planetas, galáxias e viagens espaciais marcaram sua obra, como o verso “por você vou roubar os anéis de Saturno”, na canção “Desculpe o auê”, de 1983.

Foto: Divulgação

A música “Dois Mil e Um”, originalmente escrita por Tom Zé com o título “Astronauta Libertado”, ganhou nova roupagem quando Rita criou uma versão registrada pelos Mutantes.

Foto: Domínio Público/Acervo Arquivo Nacional

O interesse de Rita por temas como discos voadores também teve influência familiar.

Foto: Albert Antony/Unsplash

Seu pai, o dentista Charles Jones, era entusiasta da ufologia, o que aproximou a cantora desse universo e inspirou composições como “Disco Voador”, cuja letra deixa explícita sua curiosidade por fenômenos extraterrestres.

Foto: Marco Senche/Wikimedia Commons

“Da minha janela vejo uma luz, brilhando no céu da terra, é azul, é azul, não é avião, não é estrela, aquela é a luz de um disco voador”, diz um trecho da letra.

Foto: Instagram @ritalee_oficial

Em uma de suas biografias, Rita mencionou seu desejo de ser “abduzida” por um disco voador.

Foto: Reprodução/Instagram

Em 2016, esse fascínio se materializou de forma bem-humorada na televisão, quando Rita participou da série “Manual para se Defender de Aliens, Ninjas e Zumbis”, exibida pelo Warner Channel.

Foto: Reprodução

Sob direção de André Moraes, ela interpretou a líder dos alienígenas, em uma cena marcante que incluía sua chegada “do espaço” ao topo da Câmara Municipal de São Paulo.

Foto: Divulgação/Warner Bros.

Após sua morte, em maio de 2023, seu filho, o artista plástico Antio Lee, publicou uma mensagem emocionada, dizendo esperar reencontrar a mãe nos sonhos para retomar as longas conversas que tinham sobre o universo.

Foto: Reprodução/Instagram

O velório de Rita aconteceu no Planetário do Ibirapuera, em São Paulo, espaço que simbolizava sua paixão pela astronomia.

Foto: Divulgação/Urbia Parques

A escolha do local partiu da família, que levou em conta a ligação afetiva de Rita com o planetário, frequentado por ela quando criança.

Foto: Divulgação

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Foto: Flickr Eduardo Hollanda