Dia da Bossa Nova: veja expoentes do movimento musical transformou a música brasileira
Foto: Samuel Ramos/Unsplash
Todos os anos, no dia 25 de janeiro, é celebrado o Dia da Bossa Nova, um dos movimentos musicais mais importantes da história cultural do Brasil. Surgido na Zona Sul do Rio de Janeiro no final da década de 1950, o gênero representou uma ruptura estética ao unir a harmonia sofisticada do jazz com o ritmo do samba tradicional. Com letras intimistas e melodias suaves, a Bossa Nova passou a retratar o cotidiano urbano, o amor e a paisagem carioca de forma poética e moderna. Seu impacto ultrapassou rapidamente as fronteiras nacionais, conquistando artistas e públicos na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia. O estilo influenciou gerações de músicos e consolidou o Brasil como referência mundial em inovação musical. Até hoje, canções desse período seguem presentes em trilhas sonoras, festivais e apresentações internacionais, reafirmando o valor artístico e histórico da Bossa Nova como símbolo da identidade cultural brasileira.
Foto: Samuel Ramos/Unsplash
A escolha do dia 25 de janeiro para celebrar a Bossa Nova não foi aleatória, pois coincide com a data de nascimento de Antônio Carlos Jobim, conhecido mundialmente como Tom Jobim. O compositor, maestro e arranjador é considerado um dos principais pilares do gênero e um dos maiores nomes da música brasileira de todos os tempos. Autor de clássicos como “Garota de Ipanema”, “Águas de Março” e “Wave”, ele ajudou a projetar o som brasileiro para o cenário internacional. Tom estabeleceu parcerias marcantes com artistas como Vinicius de Moraes e João Gilberto. Em 2026, Tom Jobim completaria 99 anos, reforçando a importância simbólica da data para músicos e admiradores. Sua obra permanece viva, reinterpretada por novas gerações e reconhecida como patrimônio cultural do Brasil.
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Até hoje, o gênero é um Patrimônio Cultural do Brasil. Relembre os principais expoentes da Bossa Nova no Brasil!
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Miúcha – Integrante de uma fase mais avançada da bossa nova, Miúcha começou sua carreira em 1975, cantando ao lado de João Gilberto e Stan Getz no álbum The Best Of World.
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Em 1977, ela participou de projetos icônicos como o show “Tom, Vinicius, Toquinho e Miúcha”, o disco “Miucha e Antonio Carlos Jobim” e da peça “Os Saltimbancos”, escrita por seu irmão mais novo, Chico Buarque.
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Nara Leão – Conhecida como “a musa da bossa nova” — apesar de não aceitar bem o apelido — Nara Leão atuou de forma importante durante o surgimento do gênero.
Foto: Nara Leão - Bossa Nova - Divulgação
Foi no apartamento em que morava com os pais que a cantora promovia encontros de músicos que seriam consagrados no estilo. Dentre eles, nomes como Carlos Lyra e Roberto Menescal. Inclusive, foi ali um dos lugares escolhidos por Menescal para apresentar João Gilberto e sua criação aos amigos.
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Vinicius de Moraes — É quase impossível falar dos principais artistas da bossa nova sem citar Vinicius de Moraes, apelidado carinhosamente por Tom Jobim de “poetinha”.
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A estreia do poetinha na Bossa Nova aconteceu no já destacado disco “Canção do Amor Demais”, de Elizeth Cardoso. Além da faixa-título, Vinicius tem no álbum outras parcerias com Tom Jobim, como “Chega de Saudade”, “Luciana” e “Janelas Abertas”.
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Astrud Gilberto – Astrud Gilberto nasceu em Salvador em 1940 e foi morar com a família ainda criança no Rio de Janeiro, onde cresceu. Sempre se interessou por música. Em 1959, ela se casou com João Gilberto, de quem adotou o sobrenome.
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No Rio de Janeiro, participou de apresentações ao lado do marido e de artistas como Nara Leão, Johnny Alf e Elza Soares, entre outros. Uma delas foi “A noite do amor do sorriso da flor”, no anfiteatro da Faculdade de Arquitetura da UFRJ, em 1960.
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Maysa – Embora tenha começado a sua carreira interpretando músicas de samba-canção, Maysa se tornou um dos grandes ícones da bossa nova em 1961, após gravar a faixa “O Barquinho”, de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli, com quem foi casada.
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Em 2009, o diretor Jayme Monjardim, filho da cantora, homenageou a mãe com a minissérie “Maysa: Quando Fala o Coração”, apresentando a artista para as novas gerações.
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Toquinho – Um dos principais parceiros de Vinícius de Moraes e Chico Buarque, Toquinho trabalhou em inúmeras trilhas musicais para o teatro e, posteriormente, acabou se estabelecendo como um compositor voltado para o universo infantil.
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Com Vinícius, o músico gravou os álbuns “A Arca de Noé” e “A Arca de Noé 2”, mas seu maior sucesso mesmo é “Aquarela”: incluída em um comercial da Faber Castell, a canção faz parte da memória afetiva de muita gente e até hoje é adorada por crianças e adultos.
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Elis Regina: Há muitos artistas que não estiveram ligados diretamente ao movimento da Bossa Nova, mas que fizeram contribuições importantes para o gênero. É o caso de uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, Elis Regina.
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A intérprete lançou, em 1974, ao lado de Tom Jobim, o disco “Elis e Tom”. No álbum, ela dá voz a canções que até hoje são consideradas clássicos da Bossa Nova.
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Carlos Lyra – Cantor, violonista e compositor, Carlos Lyra é um dos principais artistas da bossa nova, pois contribuiu com canções importantíssimas para o movimento.
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O primeiro disco de João Gilberto, por exemplo, “Chega de Saudade”, tem três músicas suas. Dentre elas, estão “Lobo Bobo” e “Saudade fez um Samba”, parcerias com Ronaldo Bôscoli que fizeram grande sucesso e são lembradas até hoje.
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Roberto Menescal – Considerado um dos precursores da bossa nova, Roberto Menescal é produtor, instrumentista e compositor. Dentre os seus maiores sucessos, estão obras como “Você, Nós e o Mar”, “Telefone” e “O Barquinho”.
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Além disso, Menescal também ajudou a levar a música brasileira para o exterior, especialmente para Japão e Estados Unidos. Nas terras do Tio Sam, participou do famoso concerto de bossa nova no Carnegie Hall, em 1962.
Foto: Instagram @robertomenescaloficial
Antônio Carlos Jobim – Tom Jobim foi cantor, arranjador, violonista, pianista e maestro, além de um grande compositor. Aliás, ele é autor de mais de 300 canções, muitas delas de bossa nova, da qual foi um dos criadores de seu movimento.
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Tom foi um dos primeiros a conhecer a Bossa Nova e trabalhar com seu criador. No início da parceria com João Gilberto, inclusive, ele também assina faixas do álbum de estreia do companheiro. Além da faixa-título “Chega de Saudade”, também estão no álbum os sucessos “Desafinado” e “Brigas Nunca Mais”.
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João Gilberto – No fim da década de 1950, João Gilberto surgiu com uma “batida diferente”, com influências do jazz e do samba. A criação, dentre outras coisas, “simplificava” o ritmo do samba, trazia acordes com dissonâncias e já soava completa apenas com voz e violão.
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Sua primeira gravação profissional apareceu no disco “Canção do Amor Demais”, de Elizeth Cardoso, em 1958, quando tocou duas músicas no violão. Um ano depois, lançou seu próprio disco, intitulado “Chega de Saudade”. A partir daí, alcançou fama tanto no Brasil quanto no exterior e influenciou muitos músicos das gerações seguintes.
Foto: Instagram @joaogilbertooficial
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Foto: Samuel Ramos/Unsplash