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Estudo recomenda gravidez acima dos 50 anos com doação de óvulo
Terça, 12 de novembro de 2002, 15h42

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O simples fato de ter mais de 50 anos não deve impedir que uma mulher use óvulos doados para engravidar, indicam os resultados de um pequeno estudo.

As mulheres com 50 anos ou mais que são "adequadamente avaliadas" podem conceber por doação de óvulo e ter taxas de sucessos similares às de mulheres mais jovens submetidas ao mesmo procedimento, de acordo com a equipe de Richard J. Paulson, da Escola de Medicina Keck da Universidade de Southern California, em Los Angeles. No entanto, elas têm um risco maior de certas complicações na gravidez.

Os pesquisadores basearam a recomendação em um estudo com 77 mulheres na pós-menopausa, que foram submetidas à fertilização "in vitro" (FIV) com a ajuda de óvulos doados entre 1991 e 2001.

"Ocorreram 55 gestações clínicas, com uma taxa de gravidez total de 45,5 por cento", informou a equipe. "Não ocorreram mortes maternas ou neonatais", acrescentaram os pesquisadores na edição de 13 de novembro do Journal of the American Medical Association.

As mulheres na casa dos 50 tiveram um bebê, gêmeos ou trigêmeos, com taxas similares às de mulheres mais jovens que conceberam por FIV. As mais velhas não tinham um risco maior de dar à luz bebês prematuros ou com baixo peso ao nascimento. No entanto, elas estavam mais inclinadas a ser submetidas à cesárea, em vez do parto normal.

"Com base nestes dados, não parece haver nenhuma razão médica definitiva para excluir essas mulheres de tentar engravidar com base somente na idade", afirmaram Paulson e colegas.

Eles ressaltaram, no entanto, que durante a gravidez as mulheres com mais de 50 anos tinham um risco duas a cinco vezes maior de desenvolver diabete gestacional do que as mais jovens. Trinta e cinco por cento das mulheres na casa dos 50 desenvolveram pré-eclâmpsia, um índice muito mais alto do que o observado entre as mulheres mais jovens.

A pré-eclâmpsia é uma complicação da gravidez que se carateriza por pressão sanguínea elevada e inchaço nas pernas. O problema afeta uma em dez mulheres na primeira gestação. Se não for tratada, a doença pode evoluir para a eclâmpsia, condição potencialmente fatal em que a mulher tem convulsões no final da gravidez ou durante a primeira semana após o parto.

A diabete gestacional é um distúrbio temporário em que a gestante não produz insulina suficiente para manter os níveis de açúcar no sangue sob controle. Isso aumenta o risco da mulher ter um bebê com peso elevado, o que pode causar fraturas e problemas respiratórios nos recém-nascidos, assim como parto difícil para a mãe.

Com "vigilância e supervisão obstétrica moderna", "um resultado neonatal e materno favorável pode ser esperado" para mulheres com mais de 50 anos que concebem por FIV, concluiu a equipe.

Reuters Health

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