As mulheres que mantêm uma intensa atividade em seu tempo livre no primeiro e segundo trimestres da gestação correm menos risco de ter parto prematuro, sugeriu um novo estudo.A equipe de Kelly R. Evenson, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, avaliou a associação entre o grau de atividade e a data de parto em quase 1.700 gestantes. Os cientistas fizeram entrevistas por telefone para determinar o nível de atividade física das mulheres nos três meses anteriores à gestação e no primeiro e segundo trimestres de gravidez.
Na edição de novembro do Epidemiology, a equipe informou que 22 por cento das mulheres mantinham intensa atividade de lazer três meses antes da gravidez, 14 por cento no primeiro trimestre e 8 por cento no segundo trimestre. A média de horas semanais foi de quatro no primeiro período e de três horas em cada um dos trimestres de gravidez avaliados.
A atividade intensa anterior à gestação não influenciou o risco de parto prematuro. E a possibilidade de dar à luz antes do tempo foi "um pouco reduzida" com a sua manutenção durante o primeiro trimestre e ainda menor no segundo trimestre. Os resultados reforçam as conclusões de outros estudos, observaram os autores.
"Verificamos que poucas gestantes participaram de intensas atividades de lazer, como aulas de dança aeróbica e natação, no primeiro ou segundo trimestre. Mas, para as que o fizeram, o risco de parto prematuro não aumentou e até diminuiu", disse Evenson à Reuters Health.
A equipe enfatizou que os "resultados favoráveis" poderiam ser consequência de outros fatores além do exercício. "As mulheres que se sentem melhor poderiam optar por ser mais ativas durante o período de lazer, enquanto aquelas com gestações menos saudáveis poderiam decidir não fazer atividades nos momentos de folga." Mais estudos são necessários para chegar a conclusões definitivas sobre o tema.