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15 de dezembro de 2005
Fundos de previdência têm maior ganho no longo prazo
Se você está na dúvida sobre a melhor forma de acumular recursos e formar uma reserva de capital para sua aposentadoria, saiba que os planos de previdência, se usados da melhor forma, devem se destacar como principal alternativa, superando os fundos de investimentos. As principais vantagens são o regime tributário de alíquotas decrescentes e a isenção da cobrança do Imposto de Renda sobre o ganho da capital durante a fase de acumulação. No caso dos fundos tradicionais, o tributo é recolhido semestralmente, reduzindo a rentabilidade ao longo dos anos. A alíquota de Imposto de Renda também é decrescente, mas em nível diferente, o que deixa clara a necessidade de planejamento.
Pela alíquota nova, os fundos de previdência só são tributados na hora do saque e conforme a alíquota decrescente, que começa em 35% e cai cinco pontos porcentuais a cada dois anos até o limite de 10% no prazo de dez anos. Já os fundos de investimentos de longo prazo possuem tributação inicial de 22,5%, para recursos que permanecerem investidos por até seis meses, que cai 2,5 ponto porcentual, para até 15%, quando o dinheiro fica aplicado por mais de dois anos. Ou seja, se o investidor permanecer por dez anos na previdência, pagará um imposto menor na hora do saque e sobre uma rentabilidade maior. Porém, se sacar cedo, terá uma bela mordida no capital sacado, no caso do PGBL, o que não ocorre nos fundos, cuja tributação incide apenas sobre o rendimento.
Fazendo uma simulação entre o PGBL novo e os fundos de investimentos, ambos de renda fixa, com aportes de R$ 1 mil por mês e juro real de 8% ao ano, vemos que o ponto de equilíbrio entre as aplicações ocorre em torno do sétimo ano de permanência dos recursos investidos. A partir daí, os fundos de previdência já são melhores do que aplicar na renda fixa tradicional. E essa distância tende a se acentuar no decorrer dos anos seguintes. Daí a necessidade de se ter certeza de mirar o longo prazo na hora de contratar o plano de previdência. Vale lembrar que, quando comparamos os sistemas de tributação antigo da previdência, com alíquotas progressivas, com o atual, com alíquotas regressivas, verificamos que a partir do quarto/quinto ano, o novo sistema é melhor. Ou seja, para quem mira o longo prazo, o melhor é optar por um PGBL com a nova alíquota, que bate a tributação antiga e os fundos de investimentos tradicionais.
Por essa simulação, no décimo ano, o valor de saque em um fundo seria de cerca de R$ 125,5 mil, enquanto no PGBL o investidor resgataria R$ 136,3 mil, ou uma diferença de quase 9%. Após 20 anos, o valor acumulado na previdência seria 20% do montante sacado do fundo. O valor a ser sacado no PGBL novo pode ser 30% maior, se o investidor permanecer por cerca de 25 anos. Daí, também, a necessidade de se começar cedo a aplicação. Se o investidor optar por um VGBL, o mecanismo é parecido, mas o IR incide sobre o rendimento (no PGBL é sobre o montante total sacado). Assim, o ponto de equilíbrio entre o fundo e o VGBL é um pouco mais longo de cerca de 10 a 11 anos. A partir daí, o vida gerador ganhará terreno sobre o rendimento dos fundos.
(Da Redação do DiárioNet)
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