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Sergio Pérez: hora de comprovar sua importância na F1

A vitória em Baku acendeu a esperança de que a Red Bull finalmente tem uma dupla efetiva. Será?

17 jun 2021 20h14
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Sergio Pérez e Red Bull: as expectativas são grandes.
Sergio Pérez e Red Bull: as expectativas são grandes.
Foto: Red Bull / Divulgação

O recente GP do Azerbaijão acabou sendo extremamente positivo para a Red Bull. Poderia ter sido mais, caso Verstappen tivesse obtiido a vitória. Mas mostrou uma coisa com a qual a equipe sonhava há tempos e não conseguia concretizar: ter, finalmente, dois carros em condições de lutar com a dupla da Mercedes, assim como a rival cansou de fazer nos últimos anos.

A escolha de Sergio Pérez para ladear Max Verstappen foi o significado do máximo pragmatismo pela Red Bull. Não é de hoje que a equipe valoriza a chamada “prata da casa” e por isso mantém a Alpha Tauri (ex-Toro Rosso) para completar a formação dos pilotos da sua academia. Após a saída de Daniel Ricciardo, os taurinos buscaram a solução dentro de casa com Gasly e Albon, mas sem sucesso.

A Mercedes mostrou a importância de ter um segundo piloto de confiança. Aquele que anda rápido, sabe proteger a posição do principal e está em condições de aproveitar os momentos em que algo de errado acontece com o “favorito” do time. Como ocorreu em Baku.

Mas não é só importante fazer o papel de “escolta”. Um aspecto mais importante para o time é a coleta máxima de pontos para garantir uma boa posição no campeonato de construtores. Afinal, boa parte dos orçamentos depende da premiação obtida na competição das equipes. E mesmo com a nova regra de que, quanto melhor a posição, menos tempo de ferramentas de desenvolvimento, pagar as contas é mais importante.

A mudança para a Red Bull significa o ponto mais alto, até então, na carreira de Pérez. Não se pode esquecer que ele chegou à F1 graças a um portentoso apoio da Telmex, mesmo tendo bons resultados na base, o que chamou a atenção da Ferrari, que o convidou para fazer parte de sua academia. Esta combinação o fez ir para a Sauber, então com uma forte parceria com os italianos. Sua ousadia chamou a atenção e ficou na história a sua “quase vitória” no GP da Malásia de 2012, quando por pouco não ultrapassou Fernando Alonso em uma pista bastante molhada.

O que parecia ser o começo de uma confirmação, acabou sendo quase o fim de sua carreira: Em 2013, Checo foi contratado para ser o companheiro de Jenson Button na McLaren, substituindo Lewis Hamilton. Mas a pressão foi grande, o mexicano não se adaptou, os resultados foram minguados e o sonho durou apenas uma temporada.

Mas Pérez perseverou, e com o apoio da Telmex e de outros patrocinadores mexicanos, conseguiu uma vaga na Force India. E foi reconstruindo seu caráter e sua imagem. Anos atrás, foi até meio que levado na galhofa quando se via tendo uma chance na Ferrari ou em uma outra grande equipe. E seus últimos anos mostraram que ele poderia sim ser considerado. A experiência lhe trouxe mais calma e o fez aprender com os erros. O ímpeto ainda estava lá, mas controlado. E provou ser um piloto capaz de trabalhar em equipe (uma das coisas que alguns lhe disseram que motivaram a saída da McLaren).

Pérez se transformou no pacote que uma boa equipe quer: relativamente novo, mas com experiência e sabe ser rápido. Ainda está se encontrando na Red Bull, mas vem se consolidando e garantindo seu território. Aparentemente, já sabe que a casa é de Verstappen, mas que pode sim ser respeitado e ter condições de repetir muitas vezes o desempenho mostrado em Baku. É o que os taurinos querem para poderem voltar à liderança da F1.  Com os movimentos friamente calculados.

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