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4 pilotos para 2 vagas: a superlotação no mundo Red Bull

Com a confirmação de Perez por mais 2 anos, a Red Bull se vê com excesso de pilotos em sua academia e poucas possibilidades de titularidade

1 jun 2022 - 09h37
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Red Bull e Alpha Tauri : duas lados da mesma moeda, com pilotos em excesso e vagas de menos.
Red Bull e Alpha Tauri : duas lados da mesma moeda, com pilotos em excesso e vagas de menos.
Foto: Red Bull Content Pool / Divulgação

O anúncio da permanência de Sergio Perez na Red Bull por mais 2 temporadas acabou por colocar todo o mundo taurino em espera. Afinal, o programa de formação de pilotos segue em funcionamento e agora passa por um problema interessante: após ter um período em que não tinha piloto algum para subir, agora tem vários.

Até algum tempo atrás, a ideia era que a “nave-mãe” tivesse um piloto do grupo como segundo piloto, abrindo espaço para que a renovação fosse feita na “satélite”, hoje Alpha Tauri. Após a saída de Daniel Ricciardo, a Red Bull tentou com vontade: Kyvat, Gasly, Albon...Diante da falta de resultados, foram buscar fora e Perez até aqui cumpre bem o esperado.

Só que com a confirmação de Perez, um problema foi criado em princípio. Pierre Gasly, cria da Red Bull e que foi devidamente defenestrado em 2019, se considerava merecedor de uma nova chance já que se contrato é com a Red Bull, que vence em 2023. Como disse uma vez o chefe da Alpha Tauri, Franz Tost, Gasly é um piloto Red Bull emprestado à Alpha Tauri.

Ainda temos o caso de Yuki Tsunoda, cujo contrato vence no final desta temporada. Cria da Honda, o japonês foi incorporado ao programa taurino e, após uma temporada com muitos altos e baixos, vem mostrando um 2022 bem honesto e se torna merecedor de uma possível permanência na Alpha Tauri.

Diante disso, todo o programa da Red Bull acaba ficando estancado. Atualmente, os taurinos têm dois pilotos jovens habilitados para a F1: Juri Vips e Liam Lawson. Ambos são os reservas dos times e estão na F2. Não podemos ainda esquecer de Alexander Albon, que está na Williams e que conta com o apoio da empresa.

O estoniano Vips é um dos queridos do programa e já está na fila desde 2020, além de ser seu terceiro ano na F2. O neozelandês Lawson vai para a segunda temporada na F2, foi vice-campeão do DTM no ano passado e oficialmente reserva da Alpha Tauri. Até agora, fazem uma campanha discreta na categoria de acesso. Vips fez sua estreia na Red Bull no Treino Livre do GP da Espanha, enquanto Lawson deve aparecer em breve na Alpha Tauri.

Não podemos ainda esquecer do indiano Jehan Daruvala, atual 3º lugar na F2, e do norueguês Dennis Hauger, campeão da FIA F3 em 2020 e que estreou este ano na F2, vencendo a Sprint Race do GP de Monaco. O primeiro já tem pontuação para emissão da Superlicença, mas não mostrou a capacidade para fazer o salto, enquanto o segundo aparentemente está se adaptando à nova categoria.

Com o atual quadro, não há aparente chance para que algum piloto da academia Red Bull venha a ser promovido. A possibilidade que se abriria seria se Gasly saísse do time diante da não efetivação no time principal e fosse para a Aston Martin (lugar de Vettel, caso este saia) ou ainda McLaren (uma possível saída de Ricciardo, que parece uma situação incerta). Como dito acima, não haveria motivo para uma saída de Tsunoda até o momento.

Até mesmo se discute se Vips e Lawson, os dois primeiros da fila, teriam condições para fazer a escalada para a categoria principal. E caso não subissem o que fariam? Lawson ainda tem a possibilidade de um terceiro ano na F2, mas e Vips? Um quarto ano na F2 deixaria a impressão de que sua chance teria passado. Hauger aguentaria mais um ano tranquilamente na categoria. Mas e Daruvala? Sem contar a presença de Albon, que vem fazendo uma boa presença com uma Williams que até agora não deu o salto que se esperava.

Ainda há a chance de uma ação espetaculosa e, caso uma vaga na Alpha Tauri apareça, a Red Bull opte por um piloto externo por não considerar que seus pilotos

Helmut Marko tem um bom problema nas mãos. E esta situação mostra mais uma vez a necessidade de que a F1 tenha mais times para dar chance a pilotos que chegam em condição de uma chance. Hoje, a categoria tem muitos pilotos jovens e com perspectiva de ficar muitos anos e guiando em alto nível. Para uma constante renovação de plantel, esta é não uma boa perspectiva...

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