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Baixista do Maglore, Lucas Gonçalves lança seu segundo álbum solo

"Verona" foi gravado entre 2020 e 2021 e reúne 17 músicas inéditas

23 set 2021 07h00
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Lucas Gonçalves, da Maglore, lança segundo projeto solo
Lucas Gonçalves, da Maglore, lança segundo projeto solo
Foto: Davi Guedes

Após o aclamado "Se Chover", o cantor e compositor Lucas Gonçalves lança "Verona", seu segundo disco solo. Gravado entre 2020 e 2021, o álbum reúne 17 faixas que ampliam as pesquisas sonoras que já apareciam no antecessor. 

Nas letras, o baixista da banda Maglore observa o mundo sob uma perspectiva poética, menos preocupado em responder perguntas, mais concentrado em relatar as belezas, dores e dúvidas que lhe acometem. A cidade onde ele cresceu, Passa Quatro (MG), é o personagem principal desta nova história.

Lucas passou a maior parte de 2020 experimentando esquemas de captação em seu próprio estúdio em casa, quando gravou as faixas "Subir a Serra", lançada em julho como single e "Ver a Cidade", respectivamente faixas 2 e 6. Ambas foram responsáveis pela narrativa do disco que chega às plataformas nesta quinta (23), pelo selo Pequeno Imprevisto.

“Comecei a ver um cenário, o início de uma pintura na minha cabeça”, explica. 

Lucas não estava acostumado a pensar uma obra com uma sequência narrativa, mas quando escolheu uma ordem para as músicas, pode ver com mais clareza os “buracos” da estrada. “Eu sou entusiasta, e muitos compositores são, de quando você enxerga um caminho, uma estética, fica tudo mais fácil, você consegue direcionar o trabalho. Com Verona aconteceu isso. Quando eu defini uma ordem do disco, nasceu a faixa 'Diário de Bicicleta', por exemplo, que veio para cobrir alguns buracos”, diz.

Em "Verona", o músico usou muito de seus próprios recursos como uma guitarra linha por falta de amplificador e chegou até a queimar um HD mixando uma das faixas do disco. Algumas das letras são criações antigas, como "Manhã de Domingo", de 2009, mas todas se conectam como afluentes de um rio que leva até Passo Quatro, cidade onde ele viveu parte da infância e adolescência. Por isso, muitas das composições têm traços biográficos com imagens que Lucas tentou recompor. 

Para o músico, esse é um disco romântico. “As coisas foram um pouco aumentadas, exageradas, mas [escrever as letras] foi uma terapia pra mim. Falo de alguns amores que eu vivi, de amizades. "Tudo o que eu não disse a você, paira no céu da boca. Não me espere lá”, ele diz, citando um trecho de "Não Me Espere Lá".

Capa de Verona
Capa de Verona
Foto:

"Verona" conta com a capa de David Guedes e Felipe Vieira, inspirados por uma foto do pai de Lucas correndo na beira da estrada. A imagem é de 1985, antes da família descobrir uma alteração em seu cerebelo que mais tarde tiraria sua capacidade motora. Na capa, Lucas está usando a jaqueta jeans do pai. “Uma inspiração imagética: eu chegando em Passo Quatro em 78 e falando pro meu pai - "Ei, vamos tomar uma!” 

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