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Apenas 17% das 100 músicas mais ouvidas foram feitas por mulheres

Lady Gaga consegue driblar a desigualdade de gêneros imposta pela indústria (Foto/Divulgação) A “University of Southern California” (USC) promoveu, recentemente, uma pesquisa que busca mapear o engajamento e a presença de homens e mulheres na indústria fonográfica. Os resultados evidenciaram e confirmaram a desigualdade de gêneros que ainda existe no meio. Para desenvolver a análise, [...]

12 fev 2019
08h48
atualizado em 26/2/2019 às 18h01
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Por Gustavo Morais

A "University of Southern California" (USC) promoveu, recentemente, uma pesquisa que busca mapear o engajamento e a presença de homens e mulheres na indústria fonográfica. Os resultados evidenciaram e confirmaram a desigualdade de gêneros que ainda existe no meio.

Para desenvolver a análise, a instituição considerou as duas metades do ano de 2018. A mais recente revelou que, na Billboard Hot 100, lista que mostra as músicas mais tocadas, apenas 1 a cada 16 músicas foram feitas por mulheres. Sendo assim, conclui-se que apenas 17% das canções de toda a lista foram assinadas por compositoras.

O percentual diminui ainda mais quando a pesquisa foca nos responsáveis pela produção dos hits.

Ao analisar o top 100 do período de sete anos que vai de 2012 a 2018, isto é, avaliando uma mostragem de 700 músicas, o estudo mostrou que o número de cantoras, compositoras e produtoras presentes é muito baixo. No campo de compositores, as mulheres somam um total de 12,3%, e entre produtores apenas inexpressivos 2,1%.

Das 1.064 pessoas que foram indicadas às categorias de destaque do Grammy no período entre 2013 e 2019, homens representam a maioria absoluta de 89,6%. Além disso, uma entrevista com 75 compositoras e produtoras revelou que 43% delas sentem que suas habilidades são menosprezadas e 39% diz ter sofrido com estereótipos e sexualização.

Em conversa com a Rolling Stone EUA, Stacy Smith, uma das autoras do estudo e fundadora do instituto responsável, revelou que todos esses dados destacam que "ser mulher é, por si só, uma barreira que impede a navegação" das artistas no ecossistema musical, além de ainda se mostrar por vezes perigoso para elas.

"O estudo revela que a maior barreira enfrentada é a maneira como a indústria da música pensa sobre as mulheres", disse Smith. "A percepção das mulheres é altamente estereotipada, sexualizada e sem habilidade. Até que essas crenças básicas sejam revistas, as mulheres continuarão enfrentando um bloqueio na estrada enquanto tocam suas carreiras", completou.

Smith contou também que, junto com sua equipe, pretende expandir em 2019 o campo abrangido pelo relatório, para abordar também empresárias e assessoras de imprensa. Isso permitiria entender melhor como proporcionar e buscar igualdade desde as camadas mais primárias da indústria.

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