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Trump afirma que ataque químico na Síria vai custar caro

8 abr 2018
18h47
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Presidente chama suposto ataque na cidade de Duma de "estúpido" e afirma que "Rússia e Irã são responsáveis pelo seu apoio a Animal Assad". Conselho de Segurança fará reunião de emergência.O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, condenou com duras palavras neste domingo (08/04) o suposto ataque com armas químicas em Duma, na Síria, e afirmou que "é preciso pagar um preço alto". Tanto a Síria como a Rússia negam que tenham ocorrido um ataque.

Crianças são atendidas em Duma depois de um ataque com armas químicas
Crianças são atendidas em Duma depois de um ataque com armas químicas
Foto: DW / Deutsche Welle

Segundo a organização não governamental Capacetes Brancos, ao menos 40 pessoas, na sua maioria mulheres e crianças, morreram por asfixia em decorrência de um ataque químico em Duma, a maior cidade de Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco.

Leia mais: Rússia nega uso de armas químicas em Duma

"Numerosos mortos, entre os quais mulheres e crianças, num estúpido ataque QUÍMICO na Síria", escreveu Trump sobre o bombardeio aéreo, supostamente executado pelo regime do presidente Bashar al-Assad, contra a cidade de Duma, último reduto rebelde nas proximidades de Damasco.

Trump chamou Assad de "animal". "A área das atrocidades está confinada e cercada pelo Exército sírio, tornando-a completamente inacessível ao resto do mundo. O presidente Putin, a Rússia e o Irã são responsáveis pelo seu apoio a Animal Assad. É preciso pagar um preço alto", sublinhou.

Congressistas democratas e republicanos instaram Trump a tomar medidas em resposta ao possível ataque químico na Síria, apesar das últimas declarações do presidente a favor de retirar as tropas americanas do país.

O Conselho de Segurança da ONU vai se reunir em caráter de urgência nesta segunda-feira para analisar a situação na Síria depois do ataque químico. A missão dos Estados Unidos afirmou que a reunião foi solicitada por nove dos 15 integrantes do conselho: França, Reino Unido, EUA, Polônia, Holanda, Suécia, Kuwait, Peru e Costa do Marfim.

"De novo, há relatos do que parece ter sido um ataque com armas químicas na Síria. Infelizmente o uso de armas químicas para ferir e matar civis inocentes na Síria tem se tornado comum demais", lamentou a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, condenou "com a maior firmeza" o ataque à cidade e expressou preocupação com as informações que indicam que esse tipo de armamento foi utilizado. "O uso de armas químicas é um crime de guerra e uma violação do regime internacional da não proliferação", destacou Le Drian.

O ministro do Exterior do Reino Unido, Boris Johnson, pediu à Rússia para que não obstrua a investigação sobre o suposto ataque com armas químicas na cidade síria de Duma, o qual considerou "verdadeiramente terrível".

A União Europeia afirmou que condena com veemência o uso de armas químicas e pediu uma resposta imediata da comunidade internacional.

Os militares russos na Síria negaram todas as informações sobre o ataque químico em Duma e se mostraram dispostos a enviar especialistas para a área.

A agência oficial síria, a Sana, também rejeitou qualquer responsabilidade por parte das forças sírias e escreveu que as "denúncias do uso de substâncias químicas em Duma são uma tentativa clara de impedir o progresso do Exército".

AS/efe/lusa/ap

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