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YouTube Shorts, novo rival do TikTok, é lançado oficialmente

Voltado para vídeos de até 15 segundos, YouTube Shorts chegará será liberado primeiro na Índia, onde o TikTok está banido

14 set 2020
18h52
atualizado às 22h04
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Depois do Instagram lançar o Reels, o TikTok tem mais um concorrente para se preocupar. Agora, quem também se inspira fortemente (para dizer o mínimo) na rede social chinesa é o YouTube Shorts, uma seção da plataforma do Google para vídeos de até 15 segundos. Ela foi anunciada nesta segunda-feira (14) e começará a ser liberada nos próximos dias na Índia, onde o TikTok está banido.

YouTube Shorts
YouTube Shorts
Foto: Tecnoblog

O YouTube afirma que o Shorts será lançado em uma versão beta inicial para que artistas e influenciadores testem recursos de edição, incluindo o corte de trechos de gravações para criar um único vídeo, o temporizador para facilitar a filmagem, e o ajuste de velocidade dos vídeos, todos já oferecidos pelo TikTok. A plataforma do Google indica ainda que a área de vídeos curtos ganhará mais recursos nos próximos meses.

O Shorts também permitirá que usuários compartilhem vídeos com música a partir de uma biblioteca com milhares de faixas de gravadoras parceiras. De acordo com o TechCrunch, o lançamento na Índia conta com o apoio de empresas como T-Series e Believe Digital, que atuam com diversos artistas indianos. A ideia do YouTube é permitir que artistas de mais gravadoras estejam disponíveis em breve.

https://twitter.com/YouTubeCreators/status/1305531446346612739

A plataforma, que mudou sua tela inicial para destacar o Shorts, também alterou a transição nesses vídeos. Para seguir ao próximo vídeo curto, será preciso deslizar o atual para cima, assim como já acontece no TikTok. O anúncio sobre o novo recurso também indica que começar a assistir os Shorts será mais fácil, mas não há detalhes do que o serviço planeja fazer para alcançar esse objetivo.

A expectativa é de que o YouTube Shorts seja lançado em mais países nos próximos meses.

YouTube Shorts aposta em dúvidas sobre TikTok

O lançamento do recurso acontece em meio às incertezas do TikTok. A chinesa ByteDance, proprietária do serviço, é alvo de sanções dos Estados Unidos e busca uma empresa para controlar suas operações no mercado americano. Isso porque o governo de Donald Trump aponta que a plataforma é uma ferramenta de espionagem do governo chinês, algo que o TikTok sempre negou.

A Microsoft, que era apontada como a favorita no negócio, informou no domingo (13) que saiu do negócio após sua proposta ser rejeitada. Agora, a Oracle parece ser a bola da vez. A empresa anunciou que trabalha em uma proposta de parceria em que assumiria o papel de "provedor confiável de tecnologia". A saída foi enviada ao governo dos EUA, que deve analisá-la nesta semana.

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