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YouTube proíbe anúncios de políticos em sua área de maior destaque na web

Conteúdos de políticos ou relacionados a álcool e apostas não devem mais aparecer no principal anúncio do YouTube, na página inicial

15 jun 2021 21h11
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Políticos não poderão mais aparecer no principal espaço publicitário do YouTube - o chamado masthead ad unit - que aparece na página inicial da plataforma. É uma área requisitada por agências e já foi usada por Trump. Além de autoridades governamentais, o Google proibiu a divulgação de conteúdos relacionados a álcool, apostas, ou com "termos sobre drogas prescritas".

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Foto: Alexander Shatov / Unsplash / Tecnoblog

Trump alugou anúncio do YouTube nas eleições de 2020

Ao The Verge, o Google diz que a restrição ao tipo de conteúdo que pode aparecer no principal anúncio do YouTube deve "levar usuários a terem uma experiência melhor".

Geralmente, o masthead ad unit é a primeira coisa vista por quem navega no YouTube; manter políticos longe do anúncio deve evitar novas polêmicas. O ex-presidente americano Donald Trump alugou o espaço publicitário por 3 dias durante as eleições presidenciais de 2020.

De acordo com sua página de definições para espaços publicitários, o masthead do YouTube pode "conseguir bastante alcance ou reconhecimento".

Google já permite ao usuário bloquear anúncios

O Google já habilitou a opção para que o usuário limite o número de visualizações de anúncios relacionados a bebidas alcólicas ou sites de aposta em sua plataforma de vídeos. Em teoria, a big tech deveria ter aplicado a mudança ao masthead no ano passado.

Mas, de acordo com a empresa, em 2020, o masthead foi modificado para mostrar apenas publicidade direcionada, ao contrário de alugada. A big tech tem monitorado para barrar anúncios que divulgam discursos de ódio e desinformação sobre a pandemia de Covid-19.

Recentemente, o Google teve de mudar a política global de anúncios devido a um processo antitruste movido por uma agência de regulamentação francesa -- e foi multado em US$ 268 milhões.

Com informações: The Verge e Mashable

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