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UE planeja investigar Amazon por práticas antitruste

O órgão está avaliando se a empresa usa os dados de vendedores da plataforma para fazer seus próprios cálculos e obter vantagem em negócios; ainda não foi aberto um caso formal sobre o assunto

19 set 2018
17h14
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A Comissão Europeia, autoridade regulatória da União Europeia, está preocupada com algumas práticas da Amazon, que podem ser anticompetitivas, ou seja, ferirem regras antitruste. O órgão está avaliando se a empresa usa os dados de vendedores da plataforma para fazer seus próprios cálculos e obter vantagem em negócios. A notícia é do jornal The New York Times.

A chefe da Comissão Europeia, Margrethe Vestager, disse nesta quarta-feira, 19, que a investigação está no começo e que ainda não foi aberto um caso formal sobre o assunto. Normalmente, um processo como este pode levar anos para ser finalizado.

O debate está relacionado a uma questão central: ao mesmo tempo que a Amazon é uma plataforma, ela também é uma empresa. E como a Amazon também vende seus próprios produtos, ela poderia usar informações dos comerciantes para obter vantagem competitiva. Assim, a União Europeia quer entender como a Amazon usa os dados de terceiros que vendem produtos na plataforma.

"A questão aqui é sobre dados", disse Vestager. Ela disse que quer saber como a Amazon usa dados coletados de vendedores para fazer seus próprios cálculos sobre "qual é a novidade, o que as pessoas querem, que ofertas elas gostam de receber, o que as faz comprar coisas?"

A União Europeia mandou um questionário para os participantes do mercado, a fim de entender melhor as práticas da Amazon. A empresa não comentou o assunto.

Multa. A Amazon não é única gigante de tecnologia que está na mira das autoridades antitruste europeias. Em julho, a Comissão Europeia aplicou uma multa recorde de € 4,34 bilhões (ou R$ 19,3 bilhões) contra a Alphabet, holding que controla o Google, em um caso de regulação antitruste relacionado ao sistema operacional Android.

Além disso, em junho do ano passado, o Google recebeu uma multa bilionária, devido à acusação de que o serviço de busca abusou de sua posição dominante no mercado ao dar destaque, nas pesquisas de usuários europeus, ao seu serviço de comparação de preços, o Google Shopping, no lugar dos rivais.

Estadão
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