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UE checa se compra da Fitbit aumentará poder de mercado do Google

2 jul 2020
16h09
atualizado às 16h12
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Os reguladores da União Europeia estão verificando se a compra da Fitbit pelo Google pode permitir que fabricantes rivais de dispositivos vestíveis, desenvolvedores de aplicativos e outros provedores de serviços online saiam do mercado, aumentando o domínio do Google nas áreas de publicidade e pesquisas online.

REUTERS/Dado Ruvic
REUTERS/Dado Ruvic
Foto: Reuters

Os prestadores de serviços de saúde também estão sendo questionados se veriam o Google como rival no caso da aprovação do acordo de 2,1 bilhões de dólares, de acordo com documentos da UE vistos pela Reuters.

As consultas da UE destacam a importância dos dados de saúde da Fitbit, gerados a partir de seus dispositivos, que são usados para monitorar passos diários dos usuários, calorias queimadas e distância percorrida, e como isso pode estender ainda mais o poder de mercado do Google em um setor de rápido crescimento.

Um questionário de 47 páginas para possíveis rivais pergunta se o acordo reforçará o domínio do Google na área de pesquisas e na publicidade online e como o mercado de smartwatches e dispositivos fitness se desenvolverá se a venda da Fitbit for concluída.

"Na sua opinião, a agregação dos dados da Fitbit ao banco de dados do Google fortaleceria a posição do Google no fornecimento de serviços de publicidade online?", questionam os reguladores.

Eles também querem saber se os usuários terão outra opção caso os preços dos dispositivos da Fitbit subam e se o Google fornecerá seu sistema operacional para relógios inteligentes em termos menos favoráveis, ou até parar de fornecê-los, aos rivais da Fitbit.

A Comissão Europeia deve tomar uma decisão sobre o acordo até 20 de julho.

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