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Uber recebeu mais de 3 mil denúncias de agressão sexual nos EUA em 2018

Empresa publicou relatório de segurança nesta quinta-feira, 5

6 dez 2019
01h14
atualizado às 13h02
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O Uber declarou ter recebido mais de 3 mil denúncias de agressão sexual entre 1,3 bilhão de viagens realizadas nos Estados Unidos no ano passado. A informação vem de um relatório de segurança publicado nesta quinta-feira, 5, que visa garantir segurança aos motoristas e usuários da plataforma.

A empresa afirma que relatórios de agressões a passageiros costumam ignorar riscos enfrentados por motoristas, já que passageiros representam quase metade dos acusados. O relatório de 84 páginas chega duas semanas depois do Uber apelar à perda de licença para transportar passageiros em Londres devido a um 'padrão de falhas' de segurança.

O Uber, que no passado enfrentou críticas sobre a segurança em sua plataforma e foi repetidamente atingida por ações judiciais por má conduta dos motoristas, se comprometeu no ano passado a divulgar um relatório periódico de segurança. A empresa, que opera em 70 países, disse que o relatório mostra seu compromisso com a transparência.

A empresa declarou que usará o que aprendeu com o relatório para dar seus 'próximos passos' em outros lugares. "Suspeito que muitas pessoas se surpreenderão com a raridade desses incidentes; outros acharão que ainda são muito comuns. Algumas pessoas apreciarão o quanto fizemos em segurança; outras dirão que temos mais trabalho a fazer. Todos eles estarão certos", tuitou o presidente executivo da empresa, Dara Khosrowshahi.

No relatório, o Uber disse que 99,9% das viagens realizadas entre 2017 e 2018 nos Estados Unidos terminaram sem incidentes de segurança. A empresa informou que recebeu 235 denúncias de "penetração sexual não consensual" no ano passado e 280 de "tentativa de penetração sexual não consensual" - quase todas registradas por mulheres.

Os relatos de outras agressões incluíam beijos ou toques indesejados em partes do corpo. Também foram reportadas 10 agressões físicas fatais em 2017 e nove em 2018 - oito vítimas eram motociclistas, sete eram motoristas usando o aplicativo da Uber e quatro eram terceiros, como pedestres.

Em um evento na quarta-feira, 4, Khosrowshahi disse que era importante melhorar a cultura e a segurança do Uber quando assumiu seu cargo em 2017. Na época, o Uber estava lidando com consequências regulatórias e reação pública sobre suas práticas de negócios, forçando o ex-presidente executivo e fundador Travis Kalanick a deixar o cargo. "Tivemos que mudar a cultura internamente e simplesmente fizemos a coisa certa", disse Khosrowshahi, acrescentando que o Uber não estava escondendo nada publicando informações internas.

A empresa rival Lyft, em comunicado, afirmou estar comprometida em divulgar seu próprio relatório de segurança e compartilhar informações sobre motoristas problemáticos, mas não indicou uma possível data de publicação do documento.

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Estadão
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