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Tráfego de helicópteros fez Uber desistir de testes com carro voador em SP

Falta de capacidade no espaço aéreo da capital paulista desmotivou empresa; Melbourne, na Austrália, e Dallas e Los Angeles, nos EUA, receberão pilotos até 2020

13 jun 2019
05h10
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O grande movimento de helicópteros no espaço aéreo de São Paulo foi um dos motivos que levaram o Uber a desistir de testar na cidade o "carro voador" em 2020. A empresa anunciou, na terça-feira, 11, que escolheu Melbourne, na Austrália, como primeira cidade fora dos Estados Unidos para estrear o projeto.

São Paulo estava na lista das finalistas ao lado de Paris, Mumbai e Tóquio, além de Melbourne. Nos EUA, Dallas e Los Angeles receberão os testes.

O diretor do Uber Elevate - programa de transporte aéreo da empresa -, Eric Allison, lembrou que a companhia já ofereceu um serviço de transporte por helicópteros na cidade em 2016. O projeto durou um mês e, nesse período, o Uber não conseguiu atender 95% das pessoas que demandavam uma viagem aérea.

"Não havia capacidade no espaço aéreo (…). Mas temos certeza de que isso pode ser superado. São Paulo tem uma ótima infraestrutura e muita gente acostumada a viajar desse jeito", disse.

O Uber pretende fazer os testes nas três cidades em 2020 e lançar o serviço comercialmente em 2023. Para isso, está trabalhando no desenvolvimento de eVtols (veículos elétricos para pouso e decolagem verticais) com empresas como Embraer, Boeing, Bell, Pipistrel, Karen e Jaunt.

Enquanto a tecnologia não é lançada, a companhia terá um serviço de helicópteros - agora permanente. A partir de julho, passageiros poderão pedir viagens em Nova York para ir de Manhattan ao Aeroporto John F. Kennedy. O trajeto custará entre US$ 200 e US$ 225 por pessoa. Ainda não há previsão de quando e se o serviço chegará no Brasil.

*A jornalista viajou a convite do Uber

Estadão
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