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Sob pressão, Facebook avaliará produtos ainda não lançados

Jornal diz que a rede social vai avaliar o impacto dessas ferramentas sobre usuários jovens e sobre reputação da companhia

7 out 2021 05h00
| atualizado às 07h24
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Logos de Facebook, Whatsapp e Instagram
REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Logos de Facebook, Whatsapp e Instagram REUTERS/Dado Ruvic/Illustration
Foto: Reuters

Muito criticado pela maneira como trata a segurança dos usuários, principalmente a de jovens, o Facebook está fazendo uma avaliação dos produtos e recursos que seriam lançados em suas plataformas. Segundo o Wall Street Journal, a rede social está examinando qual o impacto dessas ferramentas em jovens - e também quais danos esses lançamentos podem causar à reputação da empresa.

A informação vem no dia seguinte ao depoimento de Frances Haugen, ex-funcionária da empresa, no Senado dos Estados Unidos. Na audiência, ela expôs a lógica da companhia de priorizar o crescimento em detrimento da segurança e jogou luz sobre caminhos de regulação para as redes sociais. O caso já caminha para ser a maior crise da rede social desde o escândalo Cambridge Analytica, em 2018.

Frances foi a responsável por trazer a público pesquisas internas do Facebook que mostram que a empresa negligenciou a moderação de conteúdo de suas plataformas. Os documentos foram revelados nas últimas semanas pelo jornal americano Wall Street Journal e também enviados à Securities and Exchange Commission (SEC, na sigla em inglês), órgão regulador das empresas listadas em bolsa nos Estados Unidos.

Ainda não é possível saber por quanto tempo vai durar avaliação e a pausa dos produtos ainda não lançados. No último dia 27, o Facebook anunciou que estava pausando seu projeto de rede social para crianças, o Instagram Kids. Na audiência, Frances deixou claro que não acredita na pauta do desenvolvimento do produto.

A informação sobre a pausa no desenvolvimento de recursos já tinha ficado evidente no textão que Mark Zuckerberg publicou na noite de terça, 5, no qual se pronunciou sobre o caso. "Se continuarmos tentando fazer o que é correto e entregando experiências que melhoram as vidas das pessoas, será melhor para a nossa comunidade e o nosso negócio. Eu pedi para os líderes em toda a companhia fazerem uma análise profunda nos próximos dias para ver tudo o que estamos fazendo para chegar lá", escreveu ele.

Estadão
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