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Siri, Alexa e Google Assistente preocupam comissão antitruste na Europa

Para a Comissão Europeia, Siri, Google Assistente e Alexa interferem na descoberta de novos aparelhos por consumidores

9 jun 2021 20h29
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A Comissão Europeia disse em um relatório preliminar, divulgado nesta quarta-feira (9), que se preocupa com o poder de mercado de assistentes de voz de Apple, Google e Amazon. Segundo a agência antitruste, Siri, Google Assistente e Alexa não operam com dispositivos de concorrentes e, por isso, prejudicam a competição no mercado de Internet das Coisas (IoT, em inglês), dificultando a entrada de novas empresas no ramo.

Amazon Echo (Alexa) e Google Nest Audio (Google Assistente (
Amazon Echo (Alexa) e Google Nest Audio (Google Assistente (
Foto: Darlan Helder/Tecnoblog / Tecnoblog

UE: Siri, Alexa e Google Assistente inibem competidores

A conclusão da Comissão Europeia sobre assistentes de voz ocorre após um ano de investigação sobre o setor de Internet das Coisas; o órgão averiguou o impacto de Apple, Google e Amazon, empresas chamadas de "gatekeepers" pela forte e intransponível presença de mercado.

A agência ouviu 200 empresas que responderam a um questionário sobre inteligência artificial, assistentes de voz e outros temas relacionados à IoT.

Um dos pontos nevrálgicos da investigação da Comissão é sobre a impossibilidade de usar mais de uma assistente de voz por dispositivo - Siri, Alexa e Google Assistente são apenas compatíveis com aparelhos de suas fabricantes.

Muitas vezes, elas também servem como intermediárias entre o usuário e outros dispositivos, o que também preocupa a UE devido ao impacto que as marcas têm sobre a preferência do consumidor.

O acesso extenso a dados que Siri, Alexa e Google Assistente dão a suas marcas é outro problema apontado por empresas ouvidas pela Comissão Europeia. Isso inclui o acesso a sites e informações sobre aparelhos de terceiros, dentre outros serviços de IoT.

A agência de fiscalização aponta no relatório preliminar:

"Particularmente, alguns poucos provedores de assistentes de voz e sistemas operacionais possivelmente controlam, de forma unilateral, a interconectividade e processos de integração; e são capazes de limitar funções de equipamentos de terceiros e serviços de IoT, em relação aos próprios dispositivos"

Número de assistentes de voz deve dobrar até 2024

No comunicado que divulga itens sensíveis investigados por sua agência antitruste, a UE acredita que o mercado de assistentes de voz cresce à medida em que o mundo se acostuma com a ideia casa inteligente. O número de dispositivos que atendem a comandos de voz deve dobrar entre 2020 e 2024 - de 4,2 bilhões para 8,4 bilhões; apesar de apenas 11% dos europeus ter um aparelho em casa.

A comissária de competição da União Europeia, Margrethe Vestager, disse a jornalistas que é muito cedo para dizer se o relatório deve levar a sanções contra as principais empresas que têm asistentes de voz - Google, Apple ou Amazon.

A consulta a empresas do setor de IoT, que faz parte da investigação, deve ser concluída no dia 12 de setembro; a versão final do relatório foi marcada para 2022.

A comissária de competição da UE, Margrete Vestagen
A comissária de competição da UE, Margrete Vestagen
Foto: European Conservatives and Reformists Group/Flickr / Tecnoblog

A Amazon, que foi autuada no final do ano passado por obter vantagem indevida usando dados de vendedores, respondeu à reportagem do TechCrunch:

"Existe uma competição ferrenha no setor. Não haverá, e não deve haver, um único vencedor. Nós reconhecemos isso desde o começo e programamos a Alexa de acordo. Hoje, a Alexa é compatível com mais de 140 mil produtos de casa inteligente, e nós facilitamos para que fabricantes de dispositivos possam integrá-la com seus próprios produtos. Nós também fundamos a Iniciativa de Interoperabilidade por Voz — com 80 membros — que se compromete com a escolha do consumidor e flexibilidade de acesso a múltiplos serviços de voz em um único aparelho."

Apple e Google não comentaram sobre o relatório preliminar.

Com informações: TechCrunch, Reuters e UE

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