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Russos sendo russos: Conheça o Tanque a Jato

Um tanque não é exatamente o que a gente pensa quando imagina velocidade, mas e se eu te disser que os russos instalaram JATOS em um?

16 out 2020
18h17
atualizado em 19/10/2020 às 15h21
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Russos não vão ao banheiro sem um plano. Eles planejavam para tudo durante a Guerra Fria, e experimentavam todo tipo de idéia. Um dos mais "fora da caixa" foi o projeto para combinar tanque, foguete e motore a jato em uma coisa só.

Deu ruim.
Deu ruim.
Foto: Domínio Público / Meio Bit

Tanques, como qualquer drone do Azerbaijão pode dizer, não são invencíveis. E nem só por causa de ataques aéreos. Tanques podem ser lentos e se o terreno for muito difícil, como todo veículo eles acabam atolados.

Um tanque atolado tem um nome técnico: Alvo.

Os russos, muito tempo atrás montaram a estratégia do Pacto de Varsóvia em torno de sua imensa frota de tanques, e para evitar que eles ficassem presos em algum atoleiro na Polônia (sempre começa na Polônia) tiveram a idéia de usar... foguetes.

Presos nas laterais do tanque, os foguetes geram várias toneladas de força, capazes de desatolar um tanque ou acelerá-lo de forma extrema por alguns segundos.

Embora teoricamente funcione, a idéia não foi pra frente. Além de ser um recurso que só pode ser usado uma vez, significa mais peso pro tanque carregar, e várias cargas explosivas presas na lateral do veículo, e o inimigo adora atirar com tudo que tem na lateral do veículo.

Os dois outros projetos foram menos mal-sucedidos.

Em um, motores a jato são instalados em um transporte de tropas, para testar se apresentam vantagem sobre motores convencionais. Não temos dados sobre os resultados, mas é seguro afirmar que como os motores ocupavam o espaço aonde iriam as tropas, o veículo perde o sentido.

Tanto que pra disfarçar colocaram uma torre de canhão falsa no blindado.

O outro teste foi um blindado anfíbio usando motores a jato como meio de propulsão. Funciona? Funciona, mas além de comer combustível de forma tresloucada e fazer um barulho infernal, inutilizando o veículo para qualquer função de reconhecimento, motores a jato são muito mais caros e exigem muito mais manutenção que um Diesel.

Motor Honeywell AGT1500 usado no tanque Abrams.
Motor Honeywell AGT1500 usado no tanque Abrams.
Foto: Honeywell / Meio Bit

Curiosamente turbinas SÃO usadas em tanques. O M1A2 Abrams dos EUA usa um motor Honeywell AGT1500 de 1500HP, com uma turbina a jato alimentada por diesel, gasolina, combustível de avião, o que tiver. Capaz de funcionar até com Xiboquinha. Só que é usada para gerar torque na transmissão, igual a um motor convencional.

Já os russos... bem, o vídeo é sensacional.

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Meio Bit
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