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Rappi é processada nos EUA por roubo de estratégias de mercado

Acusações foram feitas por três empresários colombianos, que alegam que o crime teria acontecido em 2015; startup diz que as alegações estão 'objetivamente incorretas'

15 jan 2020
10h10
atualizado às 10h22
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A Rappi, startup colombiana de entregas que é financiada pelo gigante SoftBank, está sendo acusada nos Estados Unidos de roubar segredos comerciais para aprimorar o seu serviço de entrega. O processo veio dias após a companhia ter anunciado que vai demitir 6% dos seus funcionários.

A ação corre no tribunal federal de São Francisco e foi movida por três empresários colombianos, que acusam o cofundador e presidente executivo da startup, Simon Borrero, de ter roubado as suas respectivas informações e estratégias de mercado para desenvolver o famoso aplicativo.

Segundo consta na ação, o crime teria acontecido em 2015, na Colômbia. Naquela época, Borrero foi contratado para desenvolver junto à empresa de software Imaginamos, um aplicativo de delivery chamado Kuiky. O projeto não vingou, mas no final daquele ano, ele surpreendeu a todos com o lançamento da Rappi.

De acordo com a agência de notícias Bloomberg, a Rappi informou que irá se defender de forma "contundente", tendo ainda classificado as acusações como sendo "objetivamente incorretas". Mesmo ser dar mais detalhes, a startup afirmou que sua marca e o nome de domínio da Internet, foram registrados em 2014, com o aval da justiça colombiana.

A notícia do processo contra a startup, surge pouco tempo após ela ter anunciado um corte de cerca de 6% dos seus mais de 5 mil funcionários em todo o mundo. Em nota, a empresa informou que as demissões fazem parte de seu processo de reestruturação e que a decisão "não afeta seus planos de crescimento".

Desde seu lançamento, a Rappi tem se popularizado e crescido cada vez mais. Sua expansão para a América Latina, chegando em países como o Brasil, foi um marco para a empresa que entrega desde refeições completas à remédios e produtos de higiene pessoal. Ainda em 2019, devido ao seu sucesso, a empresa recebeu um investimento de U$S 1 bilhão do Vision Fund, um braço do Soft Bank.

Já neste ano, a startup fechou recentemente um acordo com a Linx, empresa especialista em varejo, que irá permitir aos clientes da Linx Omni OMS a vender e entregar seus produtos por meio da Rappi. Participam da ação lojas como Vivara, Nike, Drogaria São Paulo e Boticário. Atualmente, a Rappi vale aproximadamente U$S 3,5 bilhões.

Estadão
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