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Principais sindicatos de telecomunicações italianos pedem maior presença estatal na Telecom Itália

24 nov 2021 08h51
| atualizado às 09h30
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Os principais sindicatos de telecomunicações da Itália pediram nesta quarta-feira uma maior presença estatal na Telecom Italia e que o governo italiano reconsidere um plano que visa a criação de uma única rede de banda larga ultrarrápida no país.

Sede da Telecom Italia (TIM), em Roma, Itália
22/11/2021
REUTERS/Yara Nardi
Sede da Telecom Italia (TIM), em Roma, Itália 22/11/2021 REUTERS/Yara Nardi
Foto: Reuters

O ex-monopólio italiano da telefonia, carregado de dívidas, recebeu uma proposta de compra de 10,8 bilhões de euros do fundo norte-americano KKR, que tem como objetivo tornar privado o maior grupo telefônico da Itália.

A operação envolvendo a KKR está condicionada ao apoio do governo e ocorre no momento em que uma disputa se intensifica na direção da Telecom Italia, cujo maior acionista é o grupo de mídia francês Vivendi, com uma participação de 24%.

A Vivendi está pressionando para que o presidente-executivo da Telecom Italia, Luigi Gubitosi, seja substituído, disseram as fontes, e está se empenhando após a abordagem da KKR.

"Acreditamos que o atual acionista majoritário (da Telecom Italia) tenha criado e alimentado tensões dentro da empresa, com o objetivo de fragilizar a gestão ao longo dos anos. Por isso continuamos esperando uma presença maior do Estado (na Telecom Italia)", afirmaram os sindicatos SLC-CGIL, FISTel-CISL e UILCOM-UIL em um comunicado.

A holding estatal Cassa Depositi Prestiti é a segunda maior acionista da Telecom Italia com uma participação de 10%.

O governo quer que todos os planos da Telecom Italia estejam alinhados com a meta de concluir rapidamente a implantação da banda larga em toda a Itália e de proteger os 42.500 trabalhadores da empresa no país.

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