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Parlamento britânico apreende documentos sobre o Facebook

Os documentos supostamente contêm revelações sobre as decisões do Facebook sobre controle de dados e privacidade que resultaram no escândalo Cambridge Analytica

26 nov 2018
12h11
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O Parlamento britânico invocou um mecanismo parlamentar pouco utilizado para apreender documentos de um processo nos Estados Unidos envolvendo o Facebook. A informação é do jornal The Guardian, que afirma que os documentos supostamente contêm revelações sobre as decisões do Facebook sobre controle de dados e privacidade que resultaram no escândalo Cambridge Analytica, que envolveu uso de dados de 87 milhões de pessoas, sem consentimento, para tentar influenciar as eleições presidenciais americanas de 2016.

De acordo com o jornal, o presidente do Comitê de Digital, Cultura, Mídia e Esporte da Câmara dos Comuns do Reino Unido, Damian Collins tomou a medida de apreender documentos depois que o presidente executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, se recusou diversas vezes a ser sabatinado no Reino Unido.

Collins comentou o assunto em seu Twitter neste domingo, 25. "Eu revisei os documentos e o Comitê discutirá como procederemos no início da próxima semana. Sob a lei britânica, podemos publicar os documentos se optarmos que eles façam parte de nosso inquérito", disse.

Os documentos obtidos pelo Parlamento britânico são da empresa de software Six4Three, que está processando o Facebook, alegando que a rede social utilizou vários métodos para coletar informações de usuários, como dados de localização e mensagens de texto, violando a privacidade das pessoas. A Six4Three também defende que o Facebook criou brechas que permitiram que consultoria política Cambridge Analytica explorasse dados de 87 milhões de usuários. O Facebook disse que a acusação "não tinha mérito" mas, mesmo assim, usou as leis da Califórnia para proteger os documentos judiciais.

Assim que o fundador da Six4Three chegou em Londres, oficiais do Parlamento britânico foram até o hotel do executivo para determinar que ele entregasse os documentos.

Segundo a reportagem, os documentos supostamente contêm e-mails trocados entre executivos do Facebook, incluindo o próprio Zuckerberg.

O Facebook e a Six4Three pediram a devolução dos documentos, alegando que o Parlamento britânico não pode ter acesso a documentos que estão submetidos a uma ordem de proteção.

Estadão

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